quarta-feira, 2 de agosto de 2017

EU ME ENVERGONHO...

Pr. Cleber Montes Moreira

“Procure apresentar-se a Deus aprovado, como obreiro que não tem do que se envergonhar, que maneja corretamente a palavra da verdade.” (2 Timóteo 2:15)

Paulo exorta a Timóteo para que se apresentasse perante Deus aprovado, como obreiro que não tem do que se envergonhar. Assim também deveria ser a vida de todo pastor: andar à vista de Deus, aprovado, exercendo o ministério com integridade, não tendo do que se envergonhar diante de Deus nem dos homens. Entretanto, há tantos que se tornam causa escândalos e pedras de tropeço. O pior é que muitos não sentem vergonha de seus atos, às vezes cometidos intencionalmente. Há pastores, e existem os lobos em pele de pastor.

*Há muitos que se envergonham quando erram e retomam o caminho, há os que não sentem vergonha alguma, e há os que nos causam vergonha...*

Eu me envergonho quando vejo pregadores cobrando altos cachês para pregarem em igrejas e em eventos;

Eu me envergonho dos pastores que agem como “animadores de auditório”, como humoristas, cativando atenção para si e não para Deus;

Eu me envergonho dos pastores que deixam de prover alimento para prover entretenimento para suas ovelhas;

Eu me envergonho dos pastores que se esquecem da Bíblia e capricham em citar frases e ensinos de certos personagens que não tem qualquer compromisso com a Verdade;

Eu me envergonho dos pastores que trocam a teologia bíblica pela sabedoria humana;

Eu me envergonho quando vejo pseudos pastores brigando em redes sociais e se atacando mutuamente;

Eu me envergonho quando vejo pastores praticando deliberadamente o proselitismo, pescando em aquários, investindo, desonestamente, sobre o rebanho que Deus confiou a outro;

Eu me envergonho quando certos líderes e pregadores pedem, sem qualquer pudor, dinheiro para proveito próprio com a desculpa de sustentar seus ministérios, para depois ostentarem mansões, carrões e até jatinhos;

Eu me envergonho de ver tantos obreiros banalizando o casamento, divorciando de suas esposas sem motivo justo e se envolvendo em outros relacionamentos (ou aventuras amorosas);

Eu me envergonho dos pregadores que usam a Bíblia a pretexto de suas más intenções, usando textos isolados e interpretando-os de forma interesseira;

Eu me envergonho dos pastores que não conhecem a Bíblia;

Eu me envergonho dos pastores que desprezam a oração e a vida devocional;

Eu me envergonho dos pastores que pregam o que não vivem;

Eu me envergonho dos pastores que pregam o liberalismo em suas igrejas, consentindo imoralidades e abrindo as portas para o mundo;

Eu me envergonho dos obreiros que em nome do “amor” se desviam da sã doutrina, como se o verdadeiro amor pudesse subjugar a verdade;

Eu me envergonho dos que pregam um “evangelho inclusivo”, a pretexto de consentirem que suas ovelhas vivam na prática de certos pecados, bem como de atrair pessoas sem visar sua transformação em Cristo;

Eu me envergonho de pastores que colocam certas ‘teologias’, movimentos e correntes acima da Bíblia, e  ‘cultuam’ certos personagens dando à eles ênfase exagerada;

Eu me envergonho dos pastores que não zelam por seus púlpitos, os entregando-os a qualquer um;

Eu me envergonho dos pastores que não zelam pela coerência da música em suas igrejas, permitindo que se cante de tudo, inclusive músicas com letras que contradizem a fé cristã;

Eu me envergonho dos pastores que fazem acordos e militam na política para dela se beneficiarem, muitas vezes transformando seus púlpitos em palanques;

Eu me envergonho dos pastores que não se dedicam ao pastoreio, mas que agem como tecnocratas eclesiásticos sendo, muitas vezes, excelentes administradores, mas péssimos e negligentes no cumprimento de sua verdadeira missão;

Eu me envergonho dos pastores que impõem suas mãos precipitadamente sobre candidatos despreparados, de convicções duvidosas, seja por amizade, “política de boa vizinhança” ou qualquer outro motivo, desprezando as exigências bíblicas para o ministério; 

Eu me envergonho dos pastores que aderem ao “politicamente correto” e desprezam o bíblico;

Eu me envergonho dos pastores que não exercem a disciplina sobre seu rebanho;

Eu me envergonho dos pastores que por covardia não ousam mexer com certas pessoas, ou famílias da igreja, quando estas necessitam de disciplina, na intenção de não “prejudicarem” seus ministérios;

Eu me envergonho dos pastores que abrem as portas para heresias;

Eu me envergonho dos pastores que glorificam a si mesmos, que alimentam a sua vaidade, ao invés de glorificar ao Senhor dos Senhores;

E você?

Nenhum comentário:

Postar um comentário