sábado, 18 de novembro de 2017

EVANGELHO "PAZ E AMOR"


biblia

A GLÓRIA É DELE

biblia

Pr. Cleber Montes Moreira

“Mas graças a Deus, que, em Cristo, sempre nos conduz triunfantemente...” (2 Coríntios 2:14 – NVT).

Segundo Moody, por causa do verbo usado neste texto (thriambeuo), a melhor tradução seria “nos conduz em triunfo”. Na NVT lemos: “nos conduz triunfalmente”. Considerando a construção da frase, logo percebemos que não somos nós mesmos quem nos conduzimos em triunfo, nem ao triunfo, mas somos conduzidos pelo Todo Poderoso, responsável por todas as coisas, sem o qual nada podemos, para o qual somos apenas instrumentos usados segundo Sua habilidade e para o seu propósito. Assim sendo, a glória alcançada não é nossa, mas daquele a quem servimos e por quem somos manuseados. Enfatizo: nós somos os instrumentos, e Ele o hábil artista e autor da obra.

É verdade que o Senhor nos honra, que Ele é galardoador dos que o buscam (Hebreus 11:6), mas é também verdade que muitos, sem traços de humildade, têm se apropriado da glória que não é sua e ostentado suas virtudes em lugar da dependência de Deus. Estes são como os religiosos hipócritas das narrativas dos evangelhos, que ostentavam espiritualidade e buscavam o louvor das pessoas, sobre os quais Jesus mesmo afirmou que “já receberam o seu galardão” (Mateus 6:2).

Deus é quem nos conduz triunfalmente, e a glória é toda Sua. Com verdadeira humildade em nossos corações, cumpre-nos agradecer a Ele e, como Paulo, declararmos: “Quanto a mim, que eu jamais me glorie em qualquer coisa, a não ser na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo” (Gálatas 6:14 – NVT). À Ele, portanto, seja toda glória, hoje e sempre! Amém.

quarta-feira, 15 de novembro de 2017

EM NOME DO AMOR

amor


Pr. Cleber Montes Moreira


“Cegou-lhes os olhos, e endureceu-lhes o coração, a fim de que não vejam com os olhos, e compreendam no coração, e se convertam, e eu os cure.” (João 12:40)


Lídia procurava uma comunidade em que pudesse exercer sua fé cristã, ser aceita e se sentir bem. Passando pelo face de uma amiga, encontrou um convite para um culto de família. Ao ler a legenda, logo se identificou com o perfil daquela igreja e propôs em seu coração fazer uma visita. Depois de conversarem, Nathália aceitou acompanhá-la.

No dia especial chegaram uns minutos antes, e foram recebidas calorosamente por uma equipe devidamente treinada. Sorrisos contagiantes, abraços, demonstrações de carinho… um ambiente perfeito e de acolhimento. Em pouco tempo passaram a se considerar parte daquela família. 

Preconceito era palavra proibida, o lema daquela igreja era “inclusão”. Ali eram admitidas todas as formas de amor. Aliás, o amor era a única doutrina que se exigia dos fiéis – “Amar a todos, sem distinção, como Cristo amou!” –. Para o ‘casal’, um lugar de refúgio. As pastoras, assumidas e casadas, traziam sempre mensagens relevantes para o público, abordando temas como: Fidelidade conjugal; adoção e criação de filhos; violência contra mulheres, negros e outras minorias; igualdade de gênero etc. Congressos e retiros espirituais eram promovidos, e a evangelização era ensinada como meio de cumprir a missão. Durante as celebrações da Ceia os ‘diferentes’ eram sempre bem vindos à mesa do Senhor. A obra social jamais era esquecida.

Inesquecível foi o dia em que Lídia e Nathália puderam celebrar sua união conjugal. Mesmo sem a presença de vários familiares, mas diante de centenas de irmãos tão acolhedores, elas selaram seu amor e rogaram as bênçãos de Deus para o seu casamento. A celebrante, pastora Bruna, pregou um poderoso sermão sobre “Os Deveres Matrimoniais”, enquanto Larissa, esposa de Bruna, entoou uma linda canção. O momento alto da celebração foi quando, após o “sim” e troca das alianças, a noiva beijou a noiva.

Que desgraça é a “Compaixão e Graça” desprovida da Verdade, que barateia o evangelho, supervaloriza as obras e aniquila a cruz em nome de um falso amor. A Teologia Inclusiva, que como praga se alastra, relativiza a Palavra de Deus, desconstrói o conceito bíblico de pecado e eleva o “amor” à condição de doutrina única como quesito para a entrada no Reino, desprezando o arrependimento e a conversão. Por ela ninguém precisa “nascer de novo”, pois todos podem se apresentar diante de Deus como estão: nada lhes é exigido, apenas que amem e aceitem as pessoas. 

O caminho da perdição está sempre sendo alargado… Os operários do engano, fiéis ao patrão, não descansam.

terça-feira, 14 de novembro de 2017

CULTO NEON

neon


Pr. Cleber Montes Moreira


“Porque virá tempo em que não suportarão a sã doutrina; mas, tendo comichão nos ouvidos, amontoarão para si doutores conforme as suas próprias concupiscências; e desviarão os ouvidos da verdade...” (2 Timóteo 4:3,4).


O culto começou e os fiéis já estavam eufóricos. A banda tocou algumas músicas, e a iluminação de neon deu o tom na reunião. A noite seria tremenda! Entre uma música e outra, palavras de conforto, de encorajamento, promessas e bênçãos. A última canção foi um clamor emocionante por “restituição”, e frases como “Quero de volta o que é meu!”, “Toma posse da vitória!”, “Toma posse da bênção!”, “Eu profetizo!”, “Eu determino!” (...) soaram como renovo de esperança. O pregador, cheio de unção, profetizou curas, conquistas e vitórias. Pessoas em lágrimas foram à frente atendendo ao apelo do jovem pastor, na certeza de que – pela fé – todos os decretos e determinações proferidas já eram cumpridas em suas vidas. Após a reunião, ao som de louvores dançantes, o “exército de vencedores” celebrou a vitória em o nome de Jesus.

Este é o tempo em que se cumpre a palavra dita por Paulo a Timóteo: “desviarão os ouvidos da verdade.” O evangelho cômodo, desprovido da necessidade de arrependimento e conversão, tem produzido uma geração de “crentes incrédulos”, imediatistas, hedonistas, egoístas, que tem constituído para si mestres segundo seus desejos carnais e promovido um culto antropocêntrico. Para estes a Palavra é apenas um detalhe, ou pretexto, pois o que vale é o discurso que lhes afaga os ouvidos. Autoajuda, confissão positiva, teologias para atender às demandas humanas somadas ao entretenimento formam a mistura perfeita que oportunizam este falso evangelho que encanta falsos crentes.

quinta-feira, 26 de outubro de 2017

“EU ERREI”



Pr. Cleber Montes Moreira


“Contra ti, contra ti somente pequei, e fiz o que é mal à tua vista...” (Salmos 51:4)


Concordo com Jonathan Swift, quando disse: “Um homem nunca deveria ter vergonha de confessar que errou, pois na verdade é como dizer, por outras palavras, que hoje ele é mais sábio do que foi ontem.” Sim, é verdade que podemos aprender com nossos erros, mas também é verdade que há uma indisposição enorme em reconhecê-los, e mais ainda em admiti-los diante das pessoas e do próprio Deus. Dizer “eu errei” é um golpe para o ego, e a maioria não quer sofrê-lo, preferindo negligenciar a culpa, sofrer os prejuízos, e padecer internamente pelo que cometeu.

Davi pecou. Como um abismo chama outro abismo, não parou no adultério, mas praticou uma sucessão de outros erros na tentativa de ocultar o primeiro. O rei lidou com o erro em seu coração, como se ele não existisse, até que por meio do profeta Natã o Senhor o repreendeu (2 Samuel 12). Só depois disso é que ele, então, confessou: “Porque eu conheço as minhas transgressões, e o meu pecado está sempre diante de mim. Contra ti, contra ti somente pequei, e fiz o que é mal à tua vista…” (Salmos 51:3,4). Também foi capaz de reconhecer a fraqueza da carne, ao dizer: “Eis que em iniquidade fui formado, e em pecado me concebeu minha mãe” (Salmos 51:5). Somente depois disso é que pôde fazer, com o coração quebrantado, sua oração de arrependimento sincero. 

O filho pródigo, somente depois de experimentar a miséria é que pôde, em sofrimento, tomar uma atitude digna, capaz de mudar sua condição: “Levantar-me-ei, e irei ter com meu pai, e dir-lhe-ei: Pai, pequei contra o céu e perante ti” (Lucas 15:18).

Para os sábios, admitir os erros não é fraqueza, é virtude. Só quem é capaz de fazê-lo pode alcançar o perdão e ficar em paz com a própria consciência. Dizer “eu errei” certamente ferirá seu orgulho, mas é o único meio de voltar ao caminho certo. Sem confissão e arrependimento não há salvação.

Você é capaz de dizer “Eu errei”? Já o declarou alguma vez? Necessita fazê-lo agora? Ocultar um erro produz um peso imenso de sofrimento, mas confessá-lo alivia a alma e abre caminho para o novo.  Pense nisso!

terça-feira, 10 de outubro de 2017

SANTIDADE PARA ESTAR DIANTE DE DEUS



Pr. Cleber Montes Moreira

“Cheguemo-nos com verdadeiro coração, em inteira certeza de fé, tendo os corações purificados da má consciência, e o corpo lavado com água limpa.” (Hebreus 10:22)

Ao contrário do que ocorria no Velho Testamento, neste tempo inaugurado com o advento do Messias, todos os salvos têm o privilégio de comparecer diante de Deus pelo novo e vivo Caminho que é Cristo, sem a intermediação de qualquer outra pessoa. Entretanto, isso não significa que possamos fazê-lo de forma não apropriada: Deus é santo, e Ele exige de nós santidade. 

Ninguém pode apresentar-se diante do Eterno sem estar trajado devidamente. Jesus exemplificou isso ao contar a parábola de um rei que preparou uma grande festa de casamento para o seu filho, e enviou seus servos aos que tinham sido convidados para o banquete, dizendo-lhes que viessem. Estes recusaram. Então mandou aos servos que fossem para as ruas e convidassem a todos que encontrassem. Aqueles que atenderam ao convite receberam trajes próprios para aquela celebração. Porém, quando todos os convivas já haviam chegado, “o rei, entrando para ver os convidados, viu ali um homem que não estava trajado com veste de núpcias. E disse-lhe: Amigo, como entraste aqui, não tendo veste nupcial? E ele emudeceu. Disse, então, o rei aos servos: Amarrai-o de pés e mãos, levai-o, e lançai-o nas trevas exteriores; ali haverá pranto e ranger de dentes” (Mateus 22:11-13).

O texto em epígrafe descreve com muita clareza o modo e a condição requerida daqueles que se apresentam perante o Senhor:

Cheguemo-nos com verdadeiro coração
Em inteira certeza de fé
Tendo os corações purificados da má consciência
E o corpo lavado com água limpa

Estas frases denotam santidade como ‘conditio sine qua non’ para aqueles que se aproximam de Deus. O escritor bíblico, mais adiante, confirmará esta exigência ao exortar seus leitores a buscarem “a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor” (Hebreus 12:14).

A partir da compreensão de que os salvos devem viver à vista de Deus, a busca pela santificação deve ser constante, considerando ser ela um processo com um alvo a ser atingido, tendo seu ápice na eternidade. É oportuno lembrar que ninguém, por si só, conseguirá conservar-se puro e percorrer o caminho da santificação, a menos que dependa de Deus – É Ele quem nos dá as vestes adequadas, e não nós quem as compramos.

As ideias apresentadas no texto descrevem a integralidade da vida cristã. O salvo deve viver em ‘inteireza’, pois que está diante daquele que tudo conhece, para quem não há segredo algum, nenhum pecado, nenhuma mancha que não possa ver. A hipocrisia não subsiste perante a onisciência divina. DEUS É SANTO, e nós também devemos ser!

segunda-feira, 9 de outubro de 2017

AMOR INCLUSIVO



Pr. Cleber Montes Moreira


“Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.”; “Vai-te, e não peques mais.” (João 3:16; 8:11)


“Deus abençoa toda forma de amor”, foi o que disse uma pessoa que é apresentada como pastor, mesmo sem ter passado por um concílio e ter sido consagrada ao ministério pastoral. O “amor” está cada vez mais em moda. Um outro pastor, “inclusivo”, publicou em seu perfil no face: “Onde estiver o amor, ali estarei eu”. A base bíblica para isso é “Deus é amor” ‒ como sempre, o texto é pretexto ‒. Mas, pergunto: o “amor” do ponto de vista comum das pessoas se coaduna com o amor de Deus? O amor que ama o pecador mas não lhe avisa do perigo é amor? O amor que convida para a igreja, mas não versa sobre arrependimento é amor? O amor que alardeia a inclusão no reino, como se alguém pudesse entrar para ele por uma janela arrombada, sem, todavia, vestir os trajes de santidade é amor (Mateus 22:12)? O amor que convida “venha como está”, mas não ensina a Palavra que desencadeia a transformação, o novo nascimento, é amor? O amor que considera o evangelho não como o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê, mas o reimagina a partir da cultura, das lutas, do sofrimento, da vontade de um povo e o adapta para que se torne aceitável não é amor. O amor que entende a exigência da santidade como “legalismo” dos intolerantes e inculca nas mentes uma concepção de vida cristã dissociada dos valores bíblicos não é amor.

Amor é perdoar a adúltera e dizer “vai-te e não peques mais”. É curar um paralítico e adverti-lo dizendo: não peques mais, para que não te suceda alguma coisa pior” (João 5:14). Amor é entrar em casa de um  homem pecador, anunciar-lhe as boas novas de perdão e depois concluir que “hoje veio salvação a esta casa” (Lucas 19:9). Amor é chorar pela Jerusalém que apedreja e mata os profetas, aqueles mesmos que denunciavam o adultério espiritual do povo, e lamentar que seus moradores não deram ouvidos à Palavra e por isso serão julgados.

Praticar o amor é dizer a verdade, sem adorná-la, sem diminuí-la, sem torná-la em outra coisa, sem dizer que ela é o que não é, mas apresentá-la como está nas Sagradas Escrituras, ainda que isso não seja politicamente correto em nossos dias. Amor é ensinar o povo a deitar fora os seus falsos deuses, a abandonar seus pecados, a buscar a face de Deus, a se humilhar, a orar, e a se desviar de seus maus caminhos (2 Crônicas 7:14). O oposto disso jamais será amor, mas artimanha maligna para enganar pessoas, enredá-las e levá-las pelo caminho da perdição. Amor não é tornar a vereda cristã numa estrada larga e asfaltada, adorná-la à vista das pessoas, mas ensinar que “larga é a porta que conduz à perdição, e apartado o caminho que conduz à vida” (Mateus 7:13). O verdadeiro amor, praticado e ensinado por Jesus, visa não a adesão das pessoas à uma instituição religiosa, mas a conversão, a salvação e a inclusão no reino de Deus, reino de vida, reino de valores eternos, reino odiado pelo mundo. O amor chama do pecado, das trevas para a maravilhosa luz  (1 Pedro 2:9) e ensina que luz e trevas não se comunicam, que não há harmonia entre Cristo e Belial, que não há acordo entre o santo e o profano, que o salvo não imita a conduta dos ímpios, nem pratica a idolatria, pois é santuário de Deus ( Leia 2 Coríntios 6:14-18; Salmos 1).

Ah, o amor… “O amor é inclusivo”, dizem. Sim, e por isso o verdadeiro amor caminha lado a lado com a verdade. O amor convida ao arrependimento, e a Verdade liberta (João 8:32, 36). Sim, liberta de todo pecado, de tudo que é abominável, das paixões ilícitas, das práticas e comportamentos sexuais abomináveis, de tudo o que é falso e enganoso. Qualquer amor que não comunica esta mensagem é qualquer coisa, menos amor; e qualquer verdade que não liberta é qualquer coisa, menos Verdade. 

A função precípua do amor não é enganar, mas salvar e transformar. Por isso só o verdadeiro amor ‒ amor de Deus que nos constrange a amar como Ele amou ‒ é inclusivo. 

Porque Deus amou e Jesus morreu para salvar o que crê, e crer é conversão! Se fosse para a pessoa continuar no pecado, não teria sentido o Filho de Deus pagar tão alto preço. Pense nisso!

terça-feira, 3 de outubro de 2017

NÃO OLHE PARA TRÁS


Pr. Cleber Montes Moreira

“Escapa-te por tua vida; não olhes para trás de ti, e não pares em toda esta campina; escapa lá para o monte, para que não pereças.” (Gênesis 19:17)


A ordem dada a Ló e sua família, antes da destruição das duas cidades impenitentes, foi para escapar e não olhar para trás (Gênesis19:17). Entretanto, o texto bíblico diz que “a mulher de Ló olhou para trás e ficou convertida numa estátua de sal” (Gênesis 19:26). Este foi o terrível juízo de Deus sobre ela, por causa de sua desobediência. Sodoma e Gomorra eram cidades cheias de pecado, e olhar para trás era olhar para aquilo que despertava a ira divina. O mundo também está destinado à destruição, e quem olha para ele com simpatia é desaprovado.  

“Você sabe que está no caminho certo quando perde o interesse de olhar pra trás.” Não sei quem escreveu esta frase, mas em termos espirituais, ela faz todo sentido. Viver a vida cristã é não olhar para trás, é não ter saudades do passado sem Cristo, é não estar preso a algo velho, é não estar envolvido com algum pecado, é não querer ser mais como antes. Paulo disse: “Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo” (2 Coríntios 5:17); e ainda: “E vos vestistes do novo, que se renova para o conhecimento, segundo a imagem daquele que o criou” (Colossenses 3:10). Jesus ensinou que “Ninguém que lança mão do arado e olha para trás, é apto para o reino de Deus” (Lucas 9:62).

A vida cristã pode ser comparada a uma corrida. Certa ocasião um atleta foi ultrapassado pouco antes da linha de chagada, simplesmente porque olhou para trás; a vitória quase certa virou derrota e motivo de chacotas. Paulo sabia que deveria olhar para frente e prosseguir para o alvo.  Ele disse: “Irmãos, quanto a mim, não julgo que o haja alcançado; mas uma coisa faço, e é que, esquecendo-me das coisas que atrás ficam, e avançando para as que estão diante de mim, prossigo para o alvo, pelo prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus” (Filipenses 3:13, 14). Portanto, não se embarace com nada deste mundo, sejam riquezas, paixões ilícitas, vícios, licenciosidade, invejas ou qualquer outra coisa pecaminosa. Não ame o mundo, nem o que nele há (1 João 2:15). Para escapar e salvar a sua vida, não olhe para trás, olhe para frente, para Cristo, autor e consumador da fé (Hebreus 12:2).

segunda-feira, 2 de outubro de 2017

OFERTA INTEGRAL



Pr. Cleber Montes Moreira

“Vindo, porém, uma pobre viúva, deitou duas pequenas moedas, que valiam meio centavo.” (Marcos 12:42 - Leia de 41 a 44)

Numa época anterior ao Plano Real, de inflação muito alta, em certa igreja havia um membro em boa condição financeira. Ele era proprietário e produtor rural, tinha uma boa casa, carro, vida controlada. Por ocasião das campanhas missionárias, seu envelope era, geralmente, o mais “gordo”. Entretanto, ao ser aberto, sempre eram encontradas cédulas sem valor, que nem mesmo os bancos aceitavam. Infelizmente, suas doações eram uma afronta, um desdém, um descaso para com a Obra de Deus. Um “tristemunho”! Diferentemente, conta-se que um jovem norueguês chamado Peter Torjesen, quando com 17 anos de idade, sentiu-se tocado profundamente em seu coração por contribuir para missões; ele pôs no seu envelope de ofertas tudo o que tinha em sua carteira, e depois de pensar um pouco, escreveu também num pedaço de papel: “E minha vida.” Mais tarde foi cumprir o “Ide” de Jesus como missionário na China. Ele entregou tudo: seu dinheiro, seu tempo, seus talentos e sua vida por inteiro. Sua oferta foi integral.

Jesus conhece o real valor de nossas ofertas. Durante o culto, no templo, depois de observar os que depositavam na arca do tesouro, comentou: “Afirmo-lhes que esta viúva pobre colocou na caixa de ofertas mais do que todos os outros. Todos deram do que lhes sobrava; mas ela, da sua pobreza, deu tudo o que possuía para viver" (Marcos 12:43,44 – NVI). A mulher que tinha desculpas plausíveis para não ofertar, nos ensina uma grande lição: a oferta mais preciosa não é, necessariamente, a de maior valor, mas sim aquela que representa um esforço maior, um desafio de fé, uma atitude de amor. Aquilo que, na visão de Jesus, os ricos deram eram as sobras. A viúva deu tudo: portanto, deu a maior oferta! Penso que ela não deu apenas o seu dinheiro, ela deu o seu coração! Quando o nosso coração pertence a Cristo, tudo mais que está à nossa disposição, tudo o que temos e somos é Dele!

Que aprendamos com a viúva pobre: sua fé e seu amor alargaram sua visão. Só uma pessoa que tem fé e ama a Obra pode ter compromisso com seu sustento. Entreguemos, pois, a Deus nossa oferta integral; pela fé e amor ofereçamos nossos recursos e nossa própria vida.

segunda-feira, 4 de setembro de 2017

TEMPOS DIFÍCEIS


Pr. Cleber Montes Moreira


Sabe, porém, isto: que nos últimos dias sobrevirão tempos trabalhosos.” (2 Timóteo 3:1)


Marquinhos havia completado 15 anos. Era um jovem educado, atencioso e muito interessado nos estudos. Recentemente seu pai observara alguma mudança em seu comportamento, alguma inquietude, mas não sabia do que se tratava, apenas que estava diferente, estranho... Tentara conversar com ele algumas vezes, mas sem sucesso. Finalmente, naquela tarde, Marquinhos decidiu que iria contar tudo, pois guardar aquilo o deixava cada vez mais angustiado. Foi quando, então, sem qualquer rodeio, desabafou:

- Pai, eu sou um pássaro.
- Como? Não entendi, pode repetir?
- Eu disse que sou um pássaro. Estou falando sério; não é brincadeira.
- Pássaro?
- Sim.

Antônio pensou que o filho estivesse brincando, porém, como insistia, ficou convencido de que falava sério. Podia estar perturbado, confuso, doente… (pensou). Deixou que continuasse explicando, imaginando que em falando poderia revelar mais precisamente seu problema, e assim ter como ajudá-lo.

- Na escola aprendemos que ninguém nasce gente. Essa coisa de que todos nascemos humanos é fruto de uma cultura impiedosa cultivada há anos por esta sociedade opressora. Cada um tem o direito de escolher ser o que quiser, sem interferência, sem a necessidade de sentir-se culpado, de ter que se explicar, e eu não me deixarei ser manipulado por ninguém. Eu sou um pássaro, me sinto como um, e quero ser livre como são os passarinhos.
- Filho, creio que precisamos buscar ajuda.
- Não. Não preciso de ajuda. Estou bem. Sabia que não entenderia, mas não estou decepcionado. O senhor não teve a mesma educação e, portanto, não tem a obrigação de entender como as coisas realmente são.

E tentou explicar um pouco mais:

- Da mesma forma que meninos não nascem meninos, e meninas não nascem meninas, ninguém nasce gente. Cada um é livre para ser o que quiser, quando e como quiser. É esta liberdade que torna a vida fascinante. Há quem escolha ser cachorro, há quem escolha ser gato, há quem escolha ser cavalo… há burros, há antas, há macacos, há papagaios, há veados… cada qual escolhe o que ser enfatizou!.

O pai, achando que a conversa já estava indo longe demais, propôs continuar noutro momento para entender melhor o assunto, calculando que teria tempo para pensar no que dizer e em como ajudar o filho. Depois de beijar-lhe na testa, saiu para pagar algumas contas na lotérica e buscar resultados de exames médicos, prometendo não demorar.

Marquinhos era órfão de mãe desde os 11 anos, e morava sozinho com o pai. Embora fossem amigos, tinha dificuldades em se abrir com ele sobre certos assuntos. Para falar de sua “opção” teve que tomar muita coragem.

O rapaz realmente não estava bem; parecia transtornado. No silêncio e solidão do apartamento onde morava, no décimo sexto andar, pensou: “Se sou um pássaro, tenho que agir como um”, e assim tomou providências. Em poucos minutos um cenário horrível e de morte havia sido formado, para a perplexidade de quem transitava pela principal avenida do bairro: um corpo dilacerado, sustentado pelas lanças da pequena grade que separava o jardim da calçada, rodeado de curiosos e espantados – o rapaz alçara voo da janela de seu quarto, porém se esquecera de que não tinha asas.

Se você pensa na impossibilidade de um quadro como o narrado acima, se engana, a “Ideologia de Espécie” já existe e é reconhecida em vários países. Em 2016 o site “Gospel Prime” publicou notícia com o seguinte título: “ ‘Ideologia de espécie’ faz 10 mil ingleses viverem como cachorros” [1]. O site “Exateus” também publicou matéria sobre o assunto em que cita o caso da “francesa Karen, que nasceu homem, fez cirurgias para trocar de sexo e agora quer ser um cavalo. Ele (a) conta que essa ideia o persegue desde que tinha sete anos de idade”, e de “uma jovem que disse que é uma gata presa em um corpo humano” [2]. Imagino que em algum momento alguém dirá “eu sou um automóvel”, “eu sou uma cadeira”, “eu sou uma pedra”, “eu sou um repolho”, “eu sou uma abóbora”, “eu sou uma bananeira” e encontrarão respaldo na ciência e nas leis, pois assim como ocorre com a “Ideologia de Gênero” a questão não poderá ser tratada como doença ou anomalia, mas como opção, e as pessoas não poderão procurar ajuda, já que os profissionais capacitados, bem como religiosos bem intencionados serão proibidos de atendê-los. Pior que isso, talvez algumas igrejas comecem a ter o mesmo entendimento secular sobre estes casos vendo-os do prisma de uma reinterpretação das Escrituras, e até formulando uma nova hermenêutica que os expliquem como sendo parte da diversidade criada pelo próprio Deus, pois é exatamente o que ocorre com a “Ideologia de Gênero”. Quem ousar pensar diferente será tido como arcaico, fundamentalista, legalista, homofóbico etc., podendo, inclusive, ser penalizado perante a lei por sua “discriminação” e “preconceitos”. “Onde já se viu não aceitar que o filho seja um melão? Em que mundo nós estamos?”

No Brasil, e em muitos outros países, os governos tem trabalhado pela inclusão da “Ideologia de Gênero” nas escolas. Sempre há uma nova investida, mesmo diante da recusa da sociedade. Na Suécia e na Holanda existem escolas onde não se pode chamar o aluno de menino e a aluna de menina, são chamados apenas de crianças, porque elas devem decidir quando crescerem se serão homens ou mulheres [3]. Imagina uma jovem formada, com belos seios, vagina, útero e ovários dizendo que decidiu ser homem! É tão racional quanto um jumento decidir que não é mais jumento, que é uma baleia. Pergunto: da perspectiva da biologia tal “opção” é razoável? Não! Mas você pode argumentar que jumentos não tomam tal decisão. Será?

Certas militâncias reclamam que querem apenas fazer valer seus direitos, o que é, na verdade, uma estratégia de discurso. Querem mais que isso, querem impor um padrão. Querem transformar a exceção em regra para todos; querem amordaçar a sociedade e combater qualquer que ouse pensar diferente.

No site “padrepauloricardo.org” lemos:

“Na Alemanha, um casal, pai de nove filhos, está ameaçado de perder a liberdade, porque sua filha se negou a participar das aulas de “educação sexual" previstas para a escola primária. A polícia alemã já encarcerou Eugen Martens, em agosto de 2013, e só não prendeu ainda sua esposa, Luise, porque ela está amamentando o filho mais novo. O agente policial que visita a família, no entanto, garante: “O escritório da promotoria fará aplicar a decisão do juiz". Ou seja, mais dia ou menos dia, também a mãe será presa.”[4]

Já o site “Consultor Jurídico” publicou matéria com o seguinte título: “Em Ontário, pais podem perder filhos se recusarem identidade de gênero” [5]. Nova lei estipula que o governo pode tirar os filhos de famílias que não aceitam suas “identidades de gênero” ou suas “expressões de gênero”. A justificativa é que a legislação deve ser centrada na criança e nos seus interesses, e não nos pais.

Em 2013 um menino de seis anos, na Argentina, mudou de sexo e recebeu uma nova certidão com um nome feminino. Não tem útero, não tem vagina, não menstrua, não poderá engravidar e ter filhos, mas é me-ni-na! E desde quando uma criança de seis anos tem maturidade para decidir sobre algo que mudará sua vida para sempre, inclusive afetando drasticamente o psicológico?! Caso a decisão tenha sido autorizada pelos pais, trata-se de um crime.

Em 2016 o site G1 publicou: “Menino consegue na Justiça mudar para gênero feminino e trocar de nome.” O juiz de Sorriso (MT) que autorizou a mudança apresentou a seguinte justificativa: “Ele nasceu com anatomia física contrária à identidade sexual psíquica” [6]. Hoje é possível que qualquer pessoa tenha em seus documentos o seu “nome social”.

Já o site “Raciocínio Cristão” deu a seguinte notícia: “Criança de 4 anos iniciará processo de mudança de sexo – Pastora gay apoia.” [7]

Jesus disse: “Então vos hão de entregar para serdes atormentados, e matar-vos-ão; e sereis odiados de todas as nações por causa do meu nome.” E também alertou: “Nesse tempo muitos serão escandalizados, e trair-se-ão uns aos outros, e uns aos outros se odiarão.” E no verso seguinte cita os falsos profetas (Leia Mateus 24:9-11). Este tempo chegou, é agora. No mundo há perseguição aos salvos, e nos arraiais evangélicos há traição. Os “evangélicos inclusivos” travam uma luta, ainda não percebida por muitos, contra os que ainda conservam a Palavra em sua essência. Esta luta, por enquanto, é de palavras, está no campo intelectual. Os heréticos avançam com discursos sobre “amor”, perdão, tolerância e outras sutilezas e vão penetrando nas igrejas bíblicas e minando suas bases. Agem principalmente sobre os jovens e se utilizam dos seminários teológicos para inculcarem nos que se preparam para servir as ideias da “luta”. Aqueles que são formados com esta mente são os que vão exercer o pastorado, liderança de jovens e adolescentes, e depois lecionar nos seminários onde continuarão disseminando a “causa”.

O mundo está em desordem. Uma nova “verdade” está sendo apregoada, não apenas destoante, mas ofensiva aos princípios e valores da Palavra de Deus, norte do cristão. O maioria tem escolhido as benesses e facilidades do caminho largo. Mas, a verdade não está, e nunca esteve, necessariamente, com a maioria. Engana-se que pensa que “a voz do povo é a voz de Deus”. Em mar de peixes mortos, apenas os vivos são capazes de nadar contras correntezas.

Paulo já havia avisado: “Sabe, porém, isto: que nos últimos dias sobrevirão tempos trabalhosos” (2 Timóteo 3:1). Tempos trabalhosos, tempos terríveis, tempos penosos… há muitas formas de descrevermos os tempos difíceis aos quais o apóstolo se refere. Fato é que estamos vivendo, neste tempo, as realidades mencionadas pelo escritor bíblico. Quanto mais reconhecemos isso, mais necessário se faz que os verdadeiros cristãos marquem posição firme, independente das consequências. É hora de entendermos e assumirmos a condição do apóstolo que disse: “Por amor de ti somos entregues à morte todo o dia; somos reputados como ovelhas para o matadouro” (Romanos 8:36). Sabendo que “Em tudo somos atribulados, mas não angustiados; perplexos, mas não desanimados. Perseguidos, mas não desamparados; abatidos, mas não destruídos” (2 Coríntios 4:8,9). Afinal, Deus está conosco, e não devemos temer “os que matam o corpo e, depois, não têm mais que fazer” (Lucas 12:4).

Que sejamos fieis ao Senhor, à Sua Palavra, e em momento algum cedamos ao relativismo que nos é proposto pelo reino deste mundo; que não negligenciemos aqueles que, antes de nós, deram seus corpos e sangue, em sacrifício, por amor a Deus e ao evangelho.

Saibamos que nossa luta não é contra pessoas, como diz a Palavra Santa: “Porque não temos que lutar contra a carne e o sangue, mas, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais” (Efésios 6:12).

Compreendamos ainda que, embora nossa luta se de no campo das ideias, ideias são formuladas por pessoas, e por isso o conflito, em algum momento, é inevitável. Busquemos sabedoria do alto, não lutemos com nossas forças, mas com as armas e a força do Espírito, sempre na dependência e como instrumento daquele a quem servimos.

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terça-feira, 15 de agosto de 2017

“CORAÇÃO DE ADORADOR”

adorador


Pr. Cleber Montes Moreira
“Este povo se aproxima de mim com a sua boca e me honra com os seus lábios, mas o seu coração está longe de mim” (Mateus 15:8).

Há uma música intitulada “Coração de Adorador”. Provocado por seu título, pergunto: Como é o “coração de adorador”?
Jesus, várias vezes, fez críticas duras aos fariseus e escribas.  Chamou-os de hipócritas, ou seja, meros representantes, atores que encenavam um papel sem relação com a vida real. Na aparência eram zelosos da Lei, mas a interpretavam segundo seus interesses, sem amor e sem compromisso com a verdade. Sua adoração era vã, pois ensinavam doutrinas e preceitos humanos (15:9). Um coração longe de Deus não pode ser um coração de adorador!  Jesus ensinou que “onde estiver o vosso tesouro, aí estará também o vosso coração” (Mateus 6:21); que ninguém pode tirar coisas boas de um coração mau: “O homem bom tira boas coisas do bom tesouro do seu coração, e o homem mau do mau tesouro tira coisas más” (Mateus 12:35).  E o Senhor sabe tudo a respeito de nosso coração, e que “do coração procedem os maus pensamentos, mortes, adultérios, fornicação, furtos, falsos testemunhos e blasfêmias” (Mateus 15:19).
Para estar na presença de Deus é preciso ter o coração purificado: “Bem-aventurados os limpos de coração, porque eles verão a Deus” (Mateus 5:8). Se o coração estiver sujo, preso ao mundo, movido por interesses pessoais, cheio de idolatria ou atraído por qualquer tipo de pecado, a adoração será mera formalidade, se constituirá em hipocrisia abominável diante do Todo Poderoso!
Seu coração está limpo e pronto para ser “um coração de adorador”? “Coração de adorador” é coração que glorifica a Deus, e isso vai além das reuniões cúlticas, de louvores e certas “ministrações”.  O verdadeiro adorador é aquele cujo culto é racional e a vida está sempre sendo oferecida como um sacrifício vivo, santo e agradável (Romanos 12:1-2); é aquele cujo coração está em Deus, para amá-lo sobre todas as coisas e servi-lo com todas as forças e interesse da alma.  Pense nisso!

domingo, 13 de agosto de 2017

NOSSO PAI ESTÁ SEMPRE PRESENTE

cruz


Pr. Cleber Montes Moreira


“E eu estarei sempre com vocês, até o fim dos tempos.” (Mateus 28:20 – NVI).

Aquela foi a primeira tentativa de Lucas. Antes ele havia treinado por muito tempo em sua bicicletinha com “rodinhas”, agora, sem elas, contava com a ajuda do pai. Ele o incentivava segurando, empurrando e aparando-o quando perdia o equilíbrio. Foram várias tentativas. Falhou uma, duas, três, quatro, e muitas outras vezes.  Ficou cansado, pensou que naquele dia não conseguiria, queria desistir, mas o pai não. Não importava quantas vezes Lucas falhasse, quantas vezes tivesse de ajudá-lo a equilibra-se, quantas vezes tivesse que tentar, ali estaria com a mesma disposição. Ele não desistiria!

Por que geralmente não agimos assim com as pessoas? Não temos tempo nem paciência, não suportamos quando falham, não pronunciamos uma palavra de conforto, de encorajamento, de perdão… não disponibilizamos uma nova oportunidade, uma chance para uma nova tentativa. 

Pessoas falham. Pedro falhou com Jesus. Ele fez uma promessa que não cumpriria, a de jamais abandonar o seu Mestre: “Ainda que todos te abandonem, eu nunca te abandonarei!… Mesmo que seja preciso que eu morra contigo, nunca te negarei...” (Mateus 26:33,35 – NVI).  Entretanto, após Jesus ser preso “Pedro o seguiu de longe” (v. 58). Quando indagado sobre seu relacionamento com  o Senhor “o negou diante de todos” (v.70). Mais adiante o negou outra vez, dizendo: “Não conheço esse homem!” (v. 72). E, por fim, quando seu sotaque o denunciou, “ele começou a se amaldiçoar e a jurar: ‘Não conheço esse homem!’ ” (v. 74).

Pedrou falhou. Os demais também falharam. Porém, o Salvador não desistiu de nenhum deles. Mais tarde os comissionou e os enviou ao mundo e fez-lhes esta promessa: “E eu estarei sempre com vocês, até o fim dos tempos” (Mateus 28:20 – NVI).

Quão maravilhoso é saber que Deus, por sua infinita graça e amor, não desiste de nós. Como Pai ele está sempre de mãos estendidas, pronto a nos ajudar, a nos levantar quando caímos, a nos ensinar a caminhar em retidão… Nosso Pai está sempre presente, Ele é o melhor Pai do mundo!

quarta-feira, 2 de agosto de 2017

EU ME ENVERGONHO...

Pr. Cleber Montes Moreira

“Procure apresentar-se a Deus aprovado, como obreiro que não tem do que se envergonhar, que maneja corretamente a palavra da verdade.” (2 Timóteo 2:15)

Paulo exorta a Timóteo para que se apresentasse perante Deus aprovado, como obreiro que não tem do que se envergonhar. Assim também deveria ser a vida de todo pastor: andar à vista de Deus, aprovado, exercendo o ministério com integridade, não tendo do que se envergonhar diante de Deus nem dos homens. Entretanto, há tantos que se tornam causa escândalos e pedras de tropeço. O pior é que muitos não sentem vergonha de seus atos, às vezes cometidos intencionalmente. Há pastores, e existem os lobos em pele de pastor.

*Há muitos que se envergonham quando erram e retomam o caminho, há os que não sentem vergonha alguma, e há os que nos causam vergonha...*

Eu me envergonho quando vejo pregadores cobrando altos cachês para pregarem em igrejas e em eventos;

Eu me envergonho dos pastores que agem como “animadores de auditório”, como humoristas, cativando atenção para si e não para Deus;

Eu me envergonho dos pastores que deixam de prover alimento para prover entretenimento para suas ovelhas;

Eu me envergonho dos pastores que se esquecem da Bíblia e capricham em citar frases e ensinos de certos personagens que não tem qualquer compromisso com a Verdade;

Eu me envergonho dos pastores que trocam a teologia bíblica pela sabedoria humana;

Eu me envergonho quando vejo pseudos pastores brigando em redes sociais e se atacando mutuamente;

Eu me envergonho quando vejo pastores praticando deliberadamente o proselitismo, pescando em aquários, investindo, desonestamente, sobre o rebanho que Deus confiou a outro;

Eu me envergonho quando certos líderes e pregadores pedem, sem qualquer pudor, dinheiro para proveito próprio com a desculpa de sustentar seus ministérios, para depois ostentarem mansões, carrões e até jatinhos;

Eu me envergonho de ver tantos obreiros banalizando o casamento, divorciando de suas esposas sem motivo justo e se envolvendo em outros relacionamentos (ou aventuras amorosas);

Eu me envergonho dos pregadores que usam a Bíblia a pretexto de suas más intenções, usando textos isolados e interpretando-os de forma interesseira;

Eu me envergonho dos pastores que não conhecem a Bíblia;

Eu me envergonho dos pastores que desprezam a oração e a vida devocional;

Eu me envergonho dos pastores que pregam o que não vivem;

Eu me envergonho dos pastores que pregam o liberalismo em suas igrejas, consentindo imoralidades e abrindo as portas para o mundo;

Eu me envergonho dos obreiros que em nome do “amor” se desviam da sã doutrina, como se o verdadeiro amor pudesse subjugar a verdade;

Eu me envergonho dos que pregam um “evangelho inclusivo”, a pretexto de consentirem que suas ovelhas vivam na prática de certos pecados, bem como de atrair pessoas sem visar sua transformação em Cristo;

Eu me envergonho de pastores que colocam certas ‘teologias’, movimentos e correntes acima da Bíblia, e  ‘cultuam’ certos personagens dando à eles ênfase exagerada;

Eu me envergonho dos pastores que não zelam por seus púlpitos, os entregando-os a qualquer um;

Eu me envergonho dos pastores que não zelam pela coerência da música em suas igrejas, permitindo que se cante de tudo, inclusive músicas com letras que contradizem a fé cristã;

Eu me envergonho dos pastores que fazem acordos e militam na política para dela se beneficiarem, muitas vezes transformando seus púlpitos em palanques;

Eu me envergonho dos pastores que não se dedicam ao pastoreio, mas que agem como tecnocratas eclesiásticos sendo, muitas vezes, excelentes administradores, mas péssimos e negligentes no cumprimento de sua verdadeira missão;

Eu me envergonho dos pastores que impõem suas mãos precipitadamente sobre candidatos despreparados, de convicções duvidosas, seja por amizade, “política de boa vizinhança” ou qualquer outro motivo, desprezando as exigências bíblicas para o ministério; 

Eu me envergonho dos pastores que aderem ao “politicamente correto” e desprezam o bíblico;

Eu me envergonho dos pastores que não exercem a disciplina sobre seu rebanho;

Eu me envergonho dos pastores que por covardia não ousam mexer com certas pessoas, ou famílias da igreja, quando estas necessitam de disciplina, na intenção de não “prejudicarem” seus ministérios;

Eu me envergonho dos pastores que abrem as portas para heresias;

Eu me envergonho dos pastores que glorificam a si mesmos, que alimentam a sua vaidade, ao invés de glorificar ao Senhor dos Senhores;

E você?

terça-feira, 1 de agosto de 2017

CRENTE OU CRISTÃO?

bible


Pr. Cleber Montes Moreira

“Também os demônios o creem, e estremecem.” (Tiago 2:19b)

Certa ocasião um pregador disse que “o diabo é o maior crente que existe”. Ele baseou sua afirmação no texto que diz: “Tu crês que há um só Deus; fazes bem. Também os demônios o creem, e estremecem” (Tiago 2:19). É verdade que o diabo e os demônios creem na existência de Deus; na autoridade, suficiência e exclusividade da Bíblia como Palavra divina dada como revelação aos homens; em Jesus como autor e consumador da salvação; na obra do Espírito Santo para convencimento dos pecadores; na existência do céu e do inferno; e em toda a verdade. Entretanto, esta crença é baseada no mero conhecimento e não na fé salvadora; não no relacionamento vivo com Deus.  

Afirmar a existência de Deus é fácil, uma vez que as provas são abundantes e suficientes. A história e o cumprimento das profecias corroboram os ensinos bíblicos sobre Jesus. A fidelidade da Bíblia, sua exatidão, também é confirmada pela história, arqueologia, ciência e pelo cumprimento de suas previsões. Não há como uma pessoa racional negar os fatos relacionados às Sagradas Escrituras. Uma pessoa em sã consciência não negaria a existência do céu nem do inferno.  Portanto, crer intelectualmente em Deus e em tudo o que se relaciona a Ele é razoável. Mas, uma coisa é certa:  o diabo pode ser crente, mas nunca cristão! Ele pode crer que Deus existe, mas jamais se relacionará com Ele. Pode acreditar na Bíblia, mas jamais se submeterá a seus ensinos. Pode saber que Cristo é Salvador, mas jamais será um salvo. Pode crer no céu, mas tem como destino o inferno. Igualmente são os que creem com base apenas no conhecimento intelectual. 

A fé verdadeira vai além dos fatos, ela produz relacionamento. Nicodemos conhecia os fatos, tinha instrução na Palavra, era um “crente”, religioso, mas não tinha o principal: a experiência do novo nascimento. Era crente, não cristão. Por isso ouviu do próprio Senhor: “Na verdade, na verdade te digo, que aquele que não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus” (João 3:3). O que é apenas crente é nascido da carne, o cristão do Espírito: “O que é nascido da carne é carne, e o que é nascido do Espírito é espírito” (João 3:6). O salvo é recriado, regenerado, pelo poder do Espírito, e introduzido na comunhão dos filhos de Deus, a igreja (Efésios 2:19).

A verdadeira fé não é baseada apenas em conhecimento, nem em rituais, mas na vivência com Deus. Por isso pergunto: Você é crente ou cristão? Pense nisso!

sábado, 29 de julho de 2017

OBEDIÊNCIA E EXCLUSIVIDADE

cruz


Pr. Cleber Montes Moreira

“Ouve, pois, ó Israel, e atenta em que os guardes...”; “Ouve, ó Israel; o Senhor nosso Deus é o único Senhor.”  (Deuteronômio 6:3 e 4.  Leia os versos de 1 a 15)


“Ouve, ó Israel” pode ser entendido hoje como “Ouve, ó Igreja”, “Ouve, ó família de Deus”, “Ouve, ó crente”. A Bíblia é para hoje, a mensagem é para nós. 

Há uma grande diferença entre os verbos “ouvir” e “escutar”. Segundo o Dicionário Online da Língua Portuguesa, “ouvir” significa “Entender, perceber os sons pelo sentido do ouvido, da audição”, enquanto “escutar” é “Ouvir com atenção; dar atenção a”. Desta maneira, ouvir está relacionado ao sentido da audição, enquanto que escutar é prestar atenção ao que se está ouvindo.

Quando tão somente ouvimos algo, sem dar a devida atenção, logo esquecemos e, indiretamente, estamos dizendo que o que foi dito não é importante para nós. Em contrapartida, quando escutamos algo, prestando atenção e meditando no que foi dito, gravamos na memória a mensagem. O sentido de “ouvir” no texto é, portanto, de “escutar”, de dar atenção, de compreender a mensagem, de guardar na mente e no coração, de entesourar, como algo precioso para influenciar nossa vida. Tem o mesmo valor que “Escondi a tua palavra no meu coração, para eu não pecar contra ti” (Salmos 119:11). Israel deveria escutar, guardar, reter os mandamentos na mente e no coração para que pudesse viver de forma agradável a Deus.  Nós precisamos fazer o mesmo.

As nações têm seus deuses, suas crenças, seus rituais, seus valores, mas “o Senhor nosso Deus é o único Senhor”. Compreender e acatar esta verdade é importante “para que te vá bem, e muito te multipliques na terra que mana leite e mel, como te prometeu o Senhor Deus de teus pais” (Deuteronômio 6:3 BKJA). Nenhum povo, nenhuma família, nem a igreja pode prosperar se não aceitar o fato de que Deus é o único Senhor, a quem devemos servir e adorar exclusivamente. A boa relação com o Pai começa com a aceitação desta verdade, do contrário não haverá relacionamento, mas inimizade. Por isso, é importante que tudo o que desagrada a Deus, tudo que possa ocupar o Seu lugar em nossas vidas, seja aniquilado. Sejam amuletos, objetos de cultos, crendices, afazeres, prazeres, pessoas etc.  Deus não divide sua glória com ninguém: “Eu sou o Senhor; este é o meu nome; a minha glória, pois, a outrem não darei, nem o meu louvor às imagens de escultura” (Isaías 42:8).

Então, este é o princípio de fé e conduta do povo de Deus: Obedecer aos Seus mandamentos, pois Ele é o único Deus, digno de nossa adoração! Ele exige obediência e exclusividade! Pense nisso!

sexta-feira, 28 de julho de 2017

DAR AS MÃOS PARA SALVAR

salvamento


Pr. Cleber Montes Moreira

“Porque nós somos cooperadores de Deus...” (1 Coríntios 3:9)


No dia 08 de julho de 2017, o que seria uma tragédia de terríveis proporções na  praia de Panama City, na Flórida, transformou-se numa demonstração do que a união de força entre as pessoas pode realizar. Nove banhistas, sendo seis da mesma família, que estavam por se afogar, foram salvos por uma corrente humana de 80 pessoas.

Aconteceu quando uma mãe, ao ouvir os gritos de socorro de seus dois filhos, entrou correndo na água, junto com o pai das crianças, um primo, a avó e outras três pessoas que foram ajudar. Ao chegarem ao lugar onde as crianças estavam, com 5 metros de profundidade, perceberam que não conseguiriam sair dali e começaram a gritar.

Rapidamente a corrente humana que se formou para salvar aquelas vidas conseguiu avançar cerca de 100 metros mar a dentro. A avó sofreu um enfarto e foi hospitalizada, mas o restante da família e as outras três pessoas foram salvas graças a união dos que deram as mãos para salvar.

Este episódio serve como exemplo do que ocorre quando pessoas se unem em torno de um objetivo. O mesmo acontece quando cristãos dão as mãos, somando esforços, para salvar os perdidos. As mãos que se unem, os pés dos que vão, os joelhos que se dobram, os lábios que proclamam, os corações que pulsam por missões, a liberalidade dos irmãos… tudo isso são ações necessárias e eficazes para salvar pessoas sem Cristo, que se afogam no mar da perdição. Que tal darmos as mãos e, como instrumentos de Deus, formarmos uma corrente para resgatarmos os que perecem? Nós somos aqueles que Deus quer usar!

salvamento

quinta-feira, 27 de julho de 2017

SEGUIR O AMOR?



Pr. Cleber Montes Moreira

“Antes, seguindo a verdade em amor, cresçamos em tudo naquele que é a cabeça, Cristo.” (Efésios 4:15)

Há um falso evangelho sendo alardeado, fundamentado e pautado no “amor” – ou pelo menos no seu entendimento hodierno. Um pastor, expoente deste “evangelho”, publicou em seu perfil no facebook: “Onde estiver o amor, ali estou eu”. A teologia deste “evangelho” é chamada de “teologia inclusiva”, e seus seguidores enfatizam o “amor” em detrimento da verdade. Este é um “cristianismo” que descamba para o universalismo. Na prática se alinha a certas ideologias políticas, milita em defesa de certas minorias e pela inclusão de pessoas sem o arrependimento na membresia das igrejas, desconsiderando que a mensagem cristã, proclamada pelo próprio Cristo, consiste em “Arrependei-vos, porque é chegado o reino dos céus” (Mateus 4:17). É como se dissessem aos pecadores: “Venham, possuam o reino, e continuem como estão.” Uma pastora, também expoente deste pensamento, disse num encontro que os valores da sociedade não caem prontos do céu, mas são produzidos a partir das perspectivas de diferentes grupos, incluindo os valores sexuais. A proposta do movimento que ela representa é uma “releitura”, uma “reinterpretação”, uma “reimaginação” da igreja, da fé, e mesmo das Escrituras. Uma igreja que aderiu a este pensamento, e que decidiu em sua assembleia receber homossexuais em sua membresia – o que implica em batizá-los, realizar casamentos homoafetivos, conferir-lhes direitos e deveres – justificou-se, por intermédio de seu pastor, com estas palavras: “O que a Igreja ______________________ fez revela que, mesmo não tendo todas as respostas para a questão da homossexualidade na Bíblia ou na doutrina histórica, decidimos seguir o caminho do amor.”  Observem que o “amor” e não a verdade é o referencial para tomada de decisões, embasamento doutrinário e “reimaginação” de toda estrutura que se considera injusta e oposta ao “amor”.  

Seguir o “amor” é um discurso politicamente correto, bonito, bem aceito, que soa como acolhedor, inclusivo… mas é, antes de tudo, DI-A-BÓ-LI-CO! É uma perversão da Palavra de Deus, e o que o diabo mais sabe fazer é dar um novo sentido ao que Deus disse. Foi com este artifício que enganou Eva e Adão, tentou enganar a Jesus e tem enganado a muitos.

Percebam que Paulo exorta a seus leitores para que sigam a verdade em amor, e não para que sigam o “amor”. A verdade a que se refere é o senhorio de Cristo, sua doutrina, elemento que propicia crescimento e firmeza, inclusive contra as heresias. Seguir o “amor” é seguir o engano, é falhar, é se afastar de Deus, é ser “meninos inconstantes, levados em roda por todo o vento de doutrina, pelo engano dos homens que com astúcia enganam fraudulosamente” (Efésios 4:14). Seguir a verdade em amor é seguir o Mestre.

Quem segue o “amor” está no mundo, quem segue a verdade em amor está em Cristo. Pense nisso!

quarta-feira, 26 de julho de 2017

A QUEM SUA FAMÍLIA SERVIRÁ?

familia


Pr. Cleber Montes Moreira

“Escolhei hoje a quem sirvais.” (Josué 24:15)

Embora detentor das promessas do pacto feito com Abraão, e apesar das mais relevantes experiências com Deus, o povo de Israel estava vivendo o que se pode chamar de uma verdadeira “prostituição espiritual”: havia se corrompido espiritual e moralmente, seguindo outros deuses, conforme costumes de outros povos.

Podemos ver em nossos dias, por parte de muitas famílias, um comportamento semelhante ao do tempo de Josué. O pacto feito com Abraão era com a finalidade de “abençoar todas as famílias da terra”, de formar um povo zeloso, santo, que se relacionasse com Deus, e, portanto, chega também até nós. Mas, da mesma forma que no passado, muitas famílias estão deixando de lado as bênçãos de uma relação com o Criador para servirem a outros deuses. Certamente que nem todos os casos se caracterizam por uma idolatria literal a um objeto de culto, mas por uma corrupção espiritual que gera os mais desastrosos resultados, dos quais somos testemunhas: lares desfeitos, filhos perdidos, falta de amor, diálogo, compreensão, respeito, materialidade etc. Tudo isso é consequência do distanciamento do Senhor. A busca e a adoração ao dinheiro, aos bens, ao trabalho, ao prazer, ao sexo, ao “eu” e tantos outros deuses é que produz tudo isso. Depois do caos, ainda reclamamos da situação, como se a culpa não fosse nossa, por causa de nossas escolhas e prioridades erradas.

Penso que hoje deveríamos nos colocar na mesma situação em que estava Israel, diante de uma inevitável escolha, da qual dependia seu futuro: A Deus ou aos deuses? A quem serviremos? Jesus já disse que não há como agradar, ou servir, a dois senhores (Mateus 6:24). Assim, nossa escolha é inevitável e, ao mesmo tempo, urgente. As famílias estão se decompondo, mas há solução se seguirmos o exemplo da família de Josué: “Eu e minha casa serviremos ao Senhor”.

Somente Deus é quem pode salvar a família, mas isso depende de uma decisão urgente de nossa parte: a Deus ou aos deuses, a quem sua família servirá? O desafio está lançado.

sábado, 8 de julho de 2017

INTEGRALMENTE SUBMISSOS À CRISTO

biblia


Pr. Cleber Montes Moreira


“Agora sei que você teme a Deus, porque não me negou seu filho, o seu único filho.” (Gênesis 22:12)


Integral quer dizer “inteiro, total, completo”. Integralidade significa “característica, particularidade ou condição do que é integral (completo). O conjunto de tudo aquilo utilizado para formar ou completar um todo; completude.”  Portanto, ser Integralmente Submisso a Cristo quer dizer ser por completo, em tudo, em todas as áreas da vida, em toda e qualquer circunstância, obedecendo todas as ordens e acatando todos os ensinos deixados pelo Senhor.  É viver plenamente com e para o Salvador, estando entregue ao Seu senhorio. Isso implica num viver aos “pés da cruz”. Quem é submisso é obediente, é leal e fiel ao Mestre.

Um belo exemplo de submissão integral foi o de Abraão, quando Deus pediu que ele sacrificasse seu filho Isaque. Imagino a dor daquele pai, mas também percebo a sua fé e disposição em obedecer, integralmente, entregando a Deus seu único filho.  Não é sem motivo que o patriarca foi chamado “Pai da Fé” (Gênesis 22:1-19).

O próprio Jesus nos deu exemplo de submissão, dedicando-se integralmente à sua missão: “E, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até à morte, e morte de cruz” (Filipenses 2:8). Ele foi até às últimas consequências, no caso até à morte, e morte de Cruz.  Ele se entregou por inteiro: Seu sacrifício foi completo e suficiente; seu amor é integral; sua graça é plena; seu perdão é total; sua salvação é eterna. 

Há muitos que parecem ter experimentado uma “conversão parcial”.  Passam a cumprir rituais religiosos, praticam boas obras, confessam publicamente o nome de Jesus, mas não obedecem em tudo; não praticam a submissão plena ao Senhor. Há quem não separe tempo para Deus, há quem não entregue os dízimos, há quem não se dedique às obras, há quem não evangelize, há quem não manifeste qualquer compaixão pelos pedidos, há quem não demonstre amor aos irmãos etc. Crentes pela metade?  Não!  Pois não existe meio crente ou meio convertido.  

Lembro também que não há meio perdão, meia salvação, nem graça pela metade.  Se Jesus faz sua obra em nossas vidas por completo, também precisamos experimentar uma entrega integral de nosso ser, para que sejamos capazes de obedecer e amar a Deus de todo o nosso coração, de toda a nossa alma e com todas as nossas forças (Deuteronômio 6:5). Deus não quer nada menos que todo o nosso ser. Se a Ele oferecermos nossas vidas parcialmente, seremos com o adúltero ou adúltera que divide seu amor com outra pessoa; isso não é entrega, é traição!

Seu compromisso com Cristo é total e irrestrito? Você já experimentou a submissão integral? Até onde você seria capaz de caminhar com o Mestre? Ou tudo ou nada; para Deus não há meio termo!  Pense nisso!

INTEIRAMENTE DE CRISTO

biblia


Pr. Cleber Montes Moreira

“Vós, porém, não estais na carne, mas no Espírito, se é que o Espírito de Deus habita em vós. Mas, se alguém não tem o Espírito de Cristo, esse tal não é dele.” (Romanos 8:9)

Conta-se que há muito tempo atrás, um homem colocou sua fazenda à venda por um bom preço. Certo interessado resolveu comprá-la, quando foi informado sobre uma exigência do proprietário: Ele venderia suas terras desde que pudesse preservar, em seu nome, uma casa, no meio da fazenda. O comprador concordou sem hesitar, uma vez que o preço era realmente atraente. Não demorou muito, o antigo proprietário, amparado pela lei vigente, resolveu abrir uma estrada até o interior da fazenda, para ter acesso à casa de sua propriedade. Desde então passou a transitar livremente, indo e vindo, recebendo pessoas, oferecendo festas, incomodando com som alto etc. O novo dono nada pôde fazer, mas sentiu-se profundamente incomodado. Desde então, a relação entre os dois ficou estremecida.

Assim também acontece com aqueles que atendem ao apelo do evangelho, se entregam a Cristo, mas guardam um “pedacinho” de seus corações para o antigo dono; seja um prazer ilícito, um hábito, um vício, uma ambição, um pensamento pecaminoso… Desde que reservado algum espaço para o diabo, ele estará sempre em trânsito, livremente, nos corações. Esta é a condição daquele que apresenta uma conversão aparente. Mas, o Espírito Santo jamais aceitará ter o diabo por vizinho. O verdadeiro crente não abre concessões para o maligno, não negocia com o inimigo, não guarda em seu coração um cantinho para o tinhoso. Não!  Seu coração, sua mente, sua vida é inteiramente de Cristo. E, Cristo não se contenta com algo menos que todo o nosso ser. Pense nisso! 

quarta-feira, 5 de julho de 2017

“POR QUE ESTÁS ABATIDA, Ó MINHA ALMA?”

depressao


Pr. Cleber Montes Moreira

“Por que estás abatida, ó minha alma, e por que te perturbas dentro de mim? Espera em Deus, pois ainda o louvarei, o qual é a salvação da minha face, e o meu Deus.” (Salmos 42:11)


Os Salmos 42 e 43 constituem dois poemas que, segundo Moody, são “tão intimamente ligados em conteúdo e estilo que desafiam a separação”. Eles foram escritos durante a revolta de Absalão, quando Davi estava refugiado ao norte da Palestina, perto da nascente do Jordão, e retratam o estado de espírito do Rei que pede a Deus por socorro. Sua aflição é decorrente não apenas do seu afastamento do trono mas, principalmente, por não poder entrar na “casa de Deus” e experimentar Sua confortante presença.  Por isso, diz que sua alma tem sede do Deus vivo, e anseio por se apresentar diante de Sua Face (2). Com lágrimas se lembra de quando podia, com a multidão, festejar a Deus com voz de alegria e louvor (4). 

A neve derretida aumentava o volume do Jordão e produzia fortes correntezas. O salmista sente como se tais ondas passassem por cima dele, gerando a mesma aflição de quem se afoga e se debate em vão (6, 7). Todavia, não perdia sua esperança de que o Senhor mandaria sua misericórdia, e que novamente cantaria, alegremente, uma canção em oração a Deus (8).

Como disse Matthew Henry, “As almas jamais poderão descansar em outra parte que não seja no Deus vivo”. O justo tem sede de Deus, e nada mais além de Deus pode saciar esta sede. Assim como a corça sedenta anseia por águas correntes, nossa alma suspira, ansiosamente, por Aquele que tem o poder exclusivo de saciá-la. O justo pode estar num templo, no alto de uma montanha, na cidade ou no deserto, ou em qualquer outro lugar, pode desfrutar de riquezas e benesses, mas sua alma não se satisfará se estiver longe de Deus. Nós fomos criados para Deus, e percebemos isso mais claramente quando atravessamos os desertos. Onde não há água é que reconhecemos melhor sua utilidade.  É durante as aflições que percebemos, mais nitidamente, nossa dependência do Pai celeste. É como diz a letra daquela linda canção do Grupo Hágios:

“Me falte água ou alimento ou suprimento para o amanhã que vem. 
Se nos olhos me faltarem toda luz, só não me falte a presença de Jesus…
Me falte o vento, o mar e o sol, onde estiver sei que não vou me abalar.
Se na seara o meu trigo não produz, só não me falte a presença de Jesus.
Sua presença é a razão da minha fé, sua presença me conduz onde estiver...”

Me falte tudo, só não me falte Jesus! E, certamente, Ele não faltará, nem falhará.
Sua alma está aflita, abatida? Algo perturba seu coração?  Espere em Deus e busque por Sua presença! Faça isso na certeza de que Nele terá plena satisfação. Depois não se esqueça de louvá-Lo por sua salvação.

sábado, 1 de julho de 2017

TRANSITORIEDADE

tempo


Pr. Cleber Montes Moreira


“...passamos os nossos anos como um conto que se conta.” (Salmos 90:9).


Vejo em teus olhos a saudade:
A vivacidade das lembranças,
Confundindo-se à realidade;
O ontem, o hoje – a transitoriedade.

Tempos que não voltam,
Segundos que não se repetem,
Águas que não retornam,
Vidas que não se revivem.

Infância, adolescência, juventude...
Dos sonhos a abundância,
Das mudanças a evidência;
Ontem ilusão, hoje recordação.

O vento, o tempo,
O findo, o passageiro;
A vida que se esvai...
Tudo um conto ligeiro!

Da semente à erva,
Da flor ao fruto, à colheita...
A vida: simples serva passageira
Que à morte sempre sujeita.

quinta-feira, 15 de junho de 2017

INIMIGOS DA CRUZ

cruz


Pr. Cleber Montes Moreira

“Pois muitos andam entre nós, dos quais, repetidas vezes, eu vos dizia e, agora, vos digo, até chorando, que são inimigos da cruz de Cristo.” (Filipenses 3.18 – Leia também os versos 19, 20 e 21)


Paulo, escrevendo aos crentes de Filipos, faz menção aos “inimigos da cruz de Cristo”. Quem seriam estes inimigos? Certamente não eram legalistas judaizantes, talvez um grupo de gnósticos ou outro grupo herege, não sabemos com certeza. O autor não os identifica nominalmente, porém sabemos que eram libertinos, viviam um falso cristianismo, livre de toda restrição moral, um evangelho fácil e desprovido da cruz. Mas, um evangelho sem cruz é qualquer coisa, menos evangelho. Jesus mesmo disse que “Se alguém quiser vir após mim, renuncie-se a si mesmo, tome sobre si a sua cruz, e siga-me” (Mateus 16:24). Entretanto, os inimigos da cruz não querem trilhar a senda do Calvário, preferem a estrada larga e aprazível da perdição.

O apóstolo afirma que muitos inimigos da cruz “andam entre nós”, ou seja, estão na igreja, misturados aos cristãos verdadeiros. Sim, o diabo tem semeado seu joio em meio à lavoura de Deus. O joio cresce como o trigo, inicialmente se parece com o trigo, mas sufoca o trigo e o impede de produzir em abundância. Paulo se refere à estes com choro, lamento, tristeza.  Esta gente pode parecer com os crentes, pode falar como crentes, pode fingir ter fé cristã, pode trabalhar como trabalham os crentes, mas não pode uma coisa: CARREGAR A SUA CRUZ!  Eles odeiam e evitam a cruz! E, quem não carrega a sua cruz, não é digno do Senhor! 

Por fim, o verso 19 traz-nos algumas outras revelações: O fim dessa gente é a PERDIÇÃO; O Deus dessa gente é o próprio VENTRE; A glória alcançada por essa gente é para CONFUSÃO; O pensamento dessa gente está apenas nas coisas TERRENAS.  Estas coisas revelam contrastes entre o “evangelho sem a cruz” e o “evangelho da cruz”; entre os “inimigos da cruz de Cristo” e os que com Ele foram crucificados.

E você, como vive?  Como inimigo da cruz, ou como alguém que, despojando-se das coisas velhas, tem tomado a sua própria cruz e ido após o Salvador?  Inimigo ou amigo da Cruz? Pense nisso!