terça-feira, 22 de maio de 2018

IMPULSOS SEXUAIS E SANTIDADE

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Imagem: Pixabay


Pr. Cleber Montes Moreira


A vontade de Deus é que vocês sejam santificados: abstenham-se da imoralidade sexual. Cada um saiba controlar o próprio corpo de maneira santa e honrosa, não com a paixão de desejo desenfreado, como os pagãos que desconhecem a Deus. (1 Tessalonicenses 4:3-5 – NVI).


Controlar os impulsos carnais não é fácil, e os impulso sexuais são muito difíceis de dominar. Por isso tantos jovens não conseguem esperar o casamento, e mesmo dentre os casados muitos são vencidos pela carne e acabam traindo seus cônjuges, o que provoca feridas sangrentas e até mesmo o fim do relacionamento.

Dominada por um ‘modo de pensar’ destoante do evangelho, nossa sociedade tem abandonado valores importantes, que precisam urgentemente ser resgatados, dentre eles a fidelidade conjugal e o conceito de que o casamento deve ser para a vida toda. Infelizmente, o “até que a morte os separe” deu lugar ao “seja eterno enquanto dure”, e mesmo o casamento tem sido substituído pelo “ficar juntos”. Esta nova mentalidade é fruto de um comportamento hedonista que floresce sobre os monturosda degradação moral, e adubado pelo egoísmo. Neste contexto é difícil inculcar nas mentes a ideia de pureza sexual, uma vez que, mesmo os crentes sofrem demasiada pressão para seguir um padrão comportamental comum. Os que vieram do mundo lutam com dificuldade para se livrarem do pensamento mundano, e os que nasceram em berço cristão sofrem todo tipo de influência externa. Isso sem falar que nem todos que estão na membresia das igrejas são, de fato, pessoas transformadas por Cristo, e que até mesmo muitas igrejas tem se rendido ao secularismo e adotado padrões não cristãos. A pressão é tamanha que penso que muitos sintam vergonha de conservarem certos princípios, receosos de serem ridicularizados: vergonha de dizer que é virgem, vergonha de ser fiel, vergonha de dizer que nunca “pulou a cerca”, vergonha de não se corromper… O padrão moral politicamente correto se impõe cada vez mais, fazendo marginalizados os que insistem em conservar certos princípios. Isso coopera para o menosprezo dos votos matrimoniais e conseguinte aumento dos casos de divórcios.

Estamos no mundo, mas não somos do mundo. Somos regidos pelos valores do Reino eterno, e não pelos poderes seculares e transitórios. Paulo diz que a vontade de Deus é que sejamos santificados, ou seja, que abstenhamos da imoralidade sexual tão comum neste tempo. Busquemos uma vida de pureza, e nos esforcemos como guardiões dos valores cristãos em nossos lares. Que, pelo poder do Espírito Santo que em nós habita, consigamos controlar nossos impulsos para não cedermos a nenhuma paixão ou desejo desenfreado. Pense nisso!

sábado, 19 de maio de 2018

A QUEM VOCÊ FARÁ FELIZ, HOJE?

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Pr. Cleber Montes Moreira

Nada façam por ambição egoísta ou por vaidade, mas humildemente considerem os outros superiores a si mesmos. Cada um cuide, não somente dos seus interesses, mas também dos interesses dos outros. Seja a atitude de vocês a mesma de Cristo Jesus.” (Filipenses 2:3-5 – NVI)

As pessoas buscam freneticamente a felicidade, porém, de uma forma errada. Muitas querem alcançá-la egoisticamente, ou seja, buscam concretizá-la na realização da própria vontade e desejos pessoais sem, no entanto, considerar os outros, não tendo sensibilidade para perceber os anseios e necessidades dos que estão em redor. Este é um comportamento quase que majoritário na sociedade, mas que se percebe também no seio de muitas famílias, onde cada um pensa primeiro em si. Assim, maridos querem ser felizes satisfazendo seu apetites, do seu modo, seja no sexo, no entretenimento, na maneira de gerir os recursos financeiros, no desfrute dos bens etc. Da mesma forma muitas esposas lutam por conquistas e prazeres individuais, e concorrem com os esposos nas mais diversas áreas e assuntos da vida. Com os filhos não é diferente, eles querem ter primazia em tudo: roupas de grife, celulares de última geração, computadores, lazer etc. O problema é que este comportamento, embora possa desencadear alguma alegria momentânea, não promove a verdadeira felicidade, e isso vale para todos os tipos de relacionamentos, especialmente no âmbito do lar.

Certa vez fui convidado para celebrar um culto de noivado. Em dado momento da cerimônia, que ocorreu na casa dos pais da noiva, franqueei a palavra ao noivo que queria dar um depoimento. Seu testemunho começou assim: “Eu sempre orava a Deus pedindo que me desse alguém para me fazer feliz...” Percebam: ele viu nela a possibilidade de satisfação pessoal, ou seja, sua motivação era egoísta, ele estava preocupado em ser feliz e não em fazê-la feliz, queria receber e não ofertar. O seu ego orientava sua oração, seu comportamento e, imagino, determinava o modo como se relacionava com sua noiva. Faz alguns anos desde aquela declaração; até hoje eles não se casaram, mas passaram a viver maritalmente. Talvez os dois estejam movidos pela mesma ambição: a própria felicidade, e não a do outro. Um relacionamento assim normalmente tem prazo de validade, pois quando um não puder mais oferecer o que o outro quer, quando a beleza do outro, o vigor, e a “qualidade” na “prestação dos serviços” não for adequada, alguém tomará a iniciativa para se afastar; tanto que a praxe social tem demonstrado que pessoas são ‘descartáveis’. Uma relação em que cada qual luta pelos seus próprios interesses é como uma casa dividida, que não poderá subsistir por muito tempo: nela as pessoas não se completam, mas competem entre si (aqui se aplica o mesmo princípio ensinado por Jesus em Marcos 3:25).

Embora o texto inicial trate de relacionamentos no seio da igreja, os princípios nele observados podem e devem ser aplicados no lar, uma vez que cabem bem em qualquer contexto de convivência:

Nada deve ser feito por ambição egoísta – a humildade é o antídoto do egoismo, e alguns a consideram como sendo um ‘segredo’ para a manutenção de bons relacionamentos. É certo que conviver com alguém que pensa e trabalha excessivamente pelos próprios interesses é desgastante.

Mas humildemente considerem os outros superiores a si mesmos – a pessoa humilde está sempre disposta a perdoar e a pedir perdão, a reavaliar opiniões e atitudes, a reconsiderar certas coisas e buscar o aperfeiçoamento em Cristo – isso não é fraqueza, é virtude! Quem pratica a humildade não busca o prestígio pessoal, antes age de modo a valorizar o próximo, a trabalhar pelo bem-estar dos outros, e a promover a paz.

Cada um cuide, não somente dos seus interesses, mas também dos interesses dos outros – O altruísmo tem sido uma virtude esquecida. Pode parecer difícil deixar de lado os próprios interesses e trabalhar para o contentamento do outro, mas é agindo assim que expressamos nosso amor e cultivamos em nós a mesma atitude de Cristo, que “esvaziou-se a si mesmo” e veio ao mundo não “para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate de muitos” (Filipenses 2:7; Marcos 10:45). Para “cuidar dos interesses dos outros” devemos exercitar a ‘empatia’, valor em desuso, mas que precisa ser resgatado.

Ao contrário do que muitos afirmam, diferente do que diz a ‘sabedoria’ de certos ‘pensadores’, ninguém é feliz sozinho. Especialmente no lar, a felicidade de um depende da felicidade do outro. O marido feliz é o que faz a esposa feliz, e vice-versa. Os pais felizes são os que criam filhos felizes, e filhos felizes são os que agem intencionalmente para a felicidade dos pais. Irmãos que se apreciam trabalham para a felicidade uns dos outros. O segredo para agir assim? É o amor de Cristo em nós que nos leva a “completar” a alegria do outro, e isso começa pelos pequenos gestos.

A quem, você fará feliz, hoje? Pense nisso!

segunda-feira, 14 de maio de 2018

A CONFIGURAÇÃO BÍBLICA DO CASAMENTO

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Pr. Cleber Moreira

E da costela que o Senhor Deus tomou do homem, formou uma mulher, e trouxe-a a Adão. E disse Adão: Esta é agora osso dos meus ossos, e carne da minha carne; esta será chamada mulher, porquanto do homem foi tomada” (Gênesis 2:22,23).


Estamos vivendo dias difíceis, de relativização de valores, de revisionismo das Escrituras e ataques contra a família. Uma destas tentativas visa justamente “ressignificar” a ideia de ‘casamento’, que antes aparecia nos dicionários como “união voluntária de um homem e uma mulher”, e que agora passou a constar como “união efetuada de modo voluntário e entre duas pessoas”, o que pode ser, segundo esta nova concepção, união entre dois homens ou entre duas mulheres. Já há no Brasil alguns casos em que foi reconhecida judicialmente a “União Estável” entre três pessoas, o que é poligamia1. Em 2017, na Colômbia, três homens conseguiram registrar em cartório sua “União Poliafetiva”.2


Formou uma mulher, e trouxe-a a Adão” indica com clareza a natureza do casamento e da constituição familiar segundo a Bíblia. Mais adiante, lemos: “Portanto deixará o homem o seu pai e a sua mãe, e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma carne” (Gênesis 2:24). No texto as palavras “homem” e “mulher”, “pai” e “mãe” confirmam que o casamento é entre um homem e uma mulher – para o homem Deus criou a mulher, e não outro homem, nem outro ser ou outra coisa. É ainda importante notar que o casamento é antes do Estado e, portanto, anterior a qualquer constituição de leis humanas e, por isso, ressignificar o termo é desonesto, além de afronta ao próprio Deus. O casamento civil é bem-vindo para a manutenção das garantias legais para os cônjuges, porém ele não pode ser “reconfigurado” na base da “caneta” dos legisladores. Nenhuma outra “união civil” distinta daquela que o Criador instituiu pode, honestamente, ser chamada “casamento”. Pense nisso!
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quinta-feira, 3 de maio de 2018

TENHA OLHOS SANTOS

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Pr. Cleber Montes Moreira


“Não porei coisa má diante dos meus olhos...” (Salmos 101:3)



Intriga, traição, adultério, incesto, pornografia, ganância, suborno, roubo, violência… Quais pecados está afetando sua vida? Muita gente, mesmo sem perceber, está sentimentalmente envolvida com essas e outras práticas. As tramas das novelas, realitys shows e outros programas de TVs estão cheios delas, e o telespectador é levado a um envolvimento emocional com esses enredos, às vezes na torcida para que a amante tome o lugar da esposa, para que um relacionamento sexual fora dos padrões bíblicos seja concretizado e/ou aceito pela família, para que um vilão ou vilã tenha êxito numa guerra por poder, para que um funcionário lese seu patrão, para que um roubo seja consumado, para que o bandido vença o mocinho etc. Você já esteve, no sofá de sua casa, na torcida por alguma prática biblicamente ilícita ou pecaminosa?

O prazer neste tipo de entretenimento afeta a vida em família e dissemina (des) valores que passam a gerar ‘sentimentos’, ‘desejos’ e até mesmo orientar pessoas. É certo que uma esposa que torce por um caso de adultério na telinha não deseja que seu marido a traia, porém, sem intenção, ela acaba legitimando a prática por aprová-la num outro contexto.

Estas coisas afastam pessoas e famílias inteiras da presença de Deus. Muitos crentes deixam de lado entretenimentos saudáveis, se descuidam do relacionamento familiar, abandonam a devoção doméstica e até os cultos em suas igrejas. Alguém que esteja envolvido sentimentalmente com o pecado, ainda que não o pratique, se enfraquece social, moral e espiritualmente. Todo envolvimento emocional com o pecado consiste em pecado. Devemos lembrar que as tentações chegam muitas vezes pelos olhos, penetram a mente e o coração, alimenta os desejos carnais, e tais desejos, concebidos, dão à luz o pecado, e o pecado consumado gera a morte (Leia Tiago 1:15). É Jesus quem nos ensina que um desejo pecaminoso, acolhido no coração, antes mesmo de ser consumado, já é pecado (Mateus 5:28). Isso me faz lembrar o que dizia um velho amigo: “Mesmo que um pássaro não pouse em sua cabeça, ele poderá sujá-la. Por isso, o melhor é vigiar”.

Evite o mal. Não se envolva sentimentalmente com qualquer prática que desagrade a Deus. Faça com sinceridade o mesmo propósito que fez o salmista: “Não porei coisa má diante dos meus olhos...”. A luz ou as trevas penetram em você por meio deles (Mateus 6:22,23); é você quem escolhe quando abrir ou fechar a porta.

quarta-feira, 25 de abril de 2018

ATÉ QUE VOCÊ NÃO SEJA MAIS VOCÊ



Pr. Cleber Montes Moreira

“Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus. Não vem das obras, para que ninguém se glorie.” (Efésios 2:8,9)


A verdadeira fé surge quando, pela ação do Espírito Santo, mediante o evangelho, o pecador, humildemente, percebe sua completa incapacidade de vencer o pecado e livrar a si mesmo da perdição, e passa a confiar única e exclusivamente nos méritos de Cristo, reconhecendo a eficácia de Sua Obra redentora e, convencido destas coisas, se rende, de coração quebrantado, ao Salvador e experimenta o novo nascimento. Fora da cruz não há salvação; esta verdade se compreende unicamente pela fé. Sem fé ninguém vai a Deus, sem fé é impossível agradar a Deus, sem fé ninguém conserva a viva esperança da eternidade com Deus. Sem fé a pessoa permanece morta em suas ofensas e pecados (Efésios 2:1), portanto, perdida e debaixo da condenação.

Conheci um crente que sempre dizia: “Nós, que estamos pleiteando nossa salvação...”. Ninguém está em condições de “pleitear” coisa alguma de Deus. Ninguém pode se apresentar perante a ‘justiça divina’ e contestar, argumentar, ou valer-se de seus esforços para “pleitar” qualquer favor ou ‘direito’, muito menos a salvação. Não há no homem qualquer virtude que o qualifique para tal. Ao contrário, a salvação “não vem das obras, para que ninguém se glorie”, mas pela graça, por meio da fé que revela nossa impotência (Efésios 2:9). Usando um termo da moda, Deus não ‘empodera’ o homem mas, por Sua Palavra, desnuda sua fraqueza.

Se você não reconhece sua miséria, é preciso repensar sua crença. Se sua fé não te leva à convicção de que Cristo é o seu Senhor, nem à certeza da salvação, é provável que você ainda esteja confiando em suas próprias obras e merecimentos. Se esta é a sua condição, você precisa esvaziar a si mesmo de suas convicções, orgulho e soberba, e chorar amargamente perante o Salvador, rasgar seu coração e suplicar por misericórdia e perdão. Neste caso, duas atitudes são imprescindíveis: A primeira é buscar sincera e diligentemente conhecer a Verdade por meio da leitura das Escrituras Sagradas, considerando que a “fé é pelo ouvir, e o ouvir pela palavra de Deus” (Romanos 10:17) – ouvir, ler, meditar, acatar, para impregnar a mente. A segunda é orar persistentemente: “Senhor, ajuda-me a crer” – até que você não seja mais você, e que sua vida não seja mais sua, mas totalmente de Cristo (Gálatas 2:20).

sexta-feira, 20 de abril de 2018

VARINHA DE CONDÃO

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Pr. Cleber Montes Moreira



“E também houve entre o povo falsos profetas, como entre vós haverá também falsos doutores, que introduzirão encobertamente heresias de perdição, e negarão o Senhor que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina perdição. E muitos seguirão as suas dissoluções, pelos quais será blasfemado o caminho da verdade. E por avareza farão de vós negócio com palavras fingidas; sobre os quais já de largo tempo não será tardia a sentença, e a sua perdição não dormita.” (2 Pedro 2:1-3)


O que é uma vara de condão? É uma pequena vara usada por fadas, feiticeiros, mágicos e afins, que supostamente tem atributo especial ou poder sobrenatural para exercer uma influência negativa ou positiva e, hipoteticamente, mágica. Enquanto escrevo estas primeiras linhas, meu filho de seis anos lê e observa: “Pai, isso não existe!” Tudo bem, não se desespere, pois a Teologia da Prosperidade criou, faz algum tempo, diretamente de seu terreiro, digo, oficina, a caneta ungida. As esferográficas made in China, ungidas pelo “homem de deus” em algum monte por aí, prometem ser a “vara de condão” para quem quer passar em provas, concursos públicos, assinar contratos, abrir empresas etc. Para ter uma, basta ofertar, quer dizer, “semear”, a pequena quantia de R$ 100,00 (Cem Reais). Uma proposta tentadora, já que os benefícios trazem retornos infinitamente maiores.

Pesquisando sobre o assunto, encontrei num site de leilão e compras virtuais uma caneta de marca nacional, também ungida, e cujo anúncio contém as mesmas promessas. Não sei se uma franquia da loja anterior, digo “igreja”, ou se algum novo empreendedor, digo, “homem de deus”, que abriu concorrência. Fato é que já existem outros “investidores” oferecendo o mesmo produto, um gritando mais alto que o outro para atrair a freguesia.

Não é de hoje que objetos “ungidos” têm sido colocados nas prateleiras do mercado da fé. Água ungida, sal ungido, lenços, mantos, óleos, alianças, saquinhos de cimento, tijolos, colher de pedreiro, chaves, rosas, meias de algodão, “lâmpadas benzidas em Israel”, vassouras, kits de beleza, “rendinha do milagre”, fronha… Ufa! Quase perdi o fôlego. Não dá para listar aqui todos o itens, até porque “O Fantástico Mundo dos Empreendedores da Fé” sempre surpreende com alguma novidade.1 É a “lei da oferta e da procura” que viabiliza os negócios de quem vende e quem compra. Chamar isso de evangelho é apenas questão de marketing; usar a Bíblia e afirmar falar em nome de Deus sempre dá bons resultados. A “fé”, sem a qual o “milagre não acontece”, é a “vara de condão” dos encantadores.

Os “empreendimentos religiosos” se sustentam por duas iniciativas: o desejo do (in) fiel, incauto, que busca soluções e/ou prosperidade fácil, e a ambição dos lobos vorazes, aproveitadores, falsários da Palavra. Ambos pecam pelo apetite carnal e se afastam cada vez mais de Deus; o primeiro, às vezes, pela ignorância (e ganância), o segundo pela má-fé.

Se você busca sinceramente a Deus, esteja atento: Varinha de Condão não existe! Nossa esperança em Cristo não deve ser apenas para este mundo (1 Coríntios 15:19). O evangelho não é uma promessa de soluções fáceis, imediatas e temporais, mas a Boa Nova de perdão e salvação para aquele que, pela fé, renunciar a si mesmo, tomar a sua cruz e seguir após o Salvador (Lucas 9:23).
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1 Veja aqui alguns destes objetos “ungidos”: https://www.youtube.com/watch?v=0o6rciU1SHY (acessado em 19 de abril de 2018).

quarta-feira, 18 de abril de 2018

ARREPENDEI-VOS

arrependimento


Pr. Cleber Montes Moreira

E, depois que João foi entregue à prisão, veio Jesus para a Galileia, pregando o evangelho do reino de Deus, e dizendo: O tempo está cumprido, e o reino de Deus está próximo. Arrependei-vos, e crede no evangelho.” (Marcos 1:14,15)


Assuntos como ‘pecado’ e ‘arrependimento’ tonaram-se inadequados para este tempo, e deixaram de ser tratados em muitos púlpitos. Isso porque o que se prega tem que primeiro passar pelo crivo da opinião pública, para agradar a audiência e cooperar com a ambição do crescimento fácil que domina corações de tantos pregadores. Se o sermão for “duro de ouvir”, a frequência tende a diminuir, coisa que deve ser evitada (João 6:60,66). É óbvio que nenhum falso pregador admitirá isso, porém suas práticas os denunciam: atenuar a mensagem, abordar temas de interesse dos ouvintes, ser politicamente correto, proferir sermões de autoajuda, recorrer à psicologia e adotar outras práticas que facilitem a ‘multiplicação’ é quase que padrão. Daí vemos templos cheios de pessoas que não são confrontadas com sua pecaminosidade, em decorrência do que não experimentam verdadeira conversão. É certo que se o pecado não é denunciado, as consciências são aplacadas quanto à culpa e à necessidade de arrependimento.

Quem prega um “evangelho” que não expõe a natureza pecaminosa dos que perecem sem Cristo, que não chama ao arrependimento, engana seus ouvintes e admite na membresia da igreja pessoas sem salvação, tornando-se, perante o Senhor, culpado pelas almas que ajudou a encaminhar ao inferno. Contra estes profere o Todo Poderoso: “o seu sangue eu o requererei da tua mão” (Ezequiel 33:6,8).

Pecadores não podem ir ao Salvador sem abandonar seus pecados. Por isso, qualquer que pregue um outro “evangelho” que não convide ao arrependimento, apresenta um falso cristo e anuncia uma falsa salvação.

Arrependei-vos” foi a primeira mensagem proclamada publicamente por Jesus, e é também a mensagem mais urgente que qualquer igreja e qualquer pregador verdadeiramente cristão tem de anunciar.

domingo, 15 de abril de 2018

FAMÍLIA, OBRA-PRIMA DE DEUS

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Pr. Cleber Montes Moreira

Far-lhe-ei uma ajudadora idônea para ele… Então o Senhor Deus fez cair um sono pesado sobre Adão, e este adormeceu; e tomou uma das suas costelas, e cerrou a carne em seu lugar; da costela que o Senhor Deus tomou do homem, formou uma mulher, e trouxe-a a Adão.” (vs. 18,21,22)


Deus é o criador da família. Sei que esta afirmação parece ser simplista e repetitiva, mas é necessária. Explico: imagine que um quadro de um pintor famoso seja pirateado, e que a réplica, cheia de imperfeições, seja exibida em alguma exposição artística. Pessoas leigas podem apreciá-la e considerá-la como sendo a original. Se colocada à venda, pode ser que alguém pague caro por ela, no entanto, se examinada por um perito, sua autenticidade logo é contestada, pois quem conhece, conhece.

Deus criou a família, como a vemos na Bíblia, a partir do casamento entre um homem e uma mulher, porém, veio o inimigo, ressignificou alguns textos, iludiu pessoas com um discurso politicamente correto e regado de “amor” (segundo o entendimento secular), e apresentou novos modelos com novas formações: dois pais, duas mães, um pai e duas ou três mães etc. A pessoa sem discernimento espiritual olha e considera tudo perfeito, mas aquele cuja mente é iluminada pelo Espírito Santo logo percebe a farsa e não se deixa iludir: “Ora, o homem natural não compreende as coisas do Espírito de Deus, porque lhe parecem loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente. Mas o que é espiritual discerne bem tudo”, e não se deixa enganar (1 Coríntios 2:14,15).

Disse o Criador, “far-lhe-ei”, e o relato bíblico afirma, “formou uma mulher, e trouxe-a a Adão”. Ao criar Eva e uni-la como esposa à Adão, Deus criou a primeira família. Por isso ela não é uma ideia humana, e nem uma sociedade que possa tomar outras configurações conforme a vontade das pessoas ou influência cultural. Reafirmo: O Senhor fez o homem, depois fez a mulher, uniu-os, e assim foi criada a família, monogâmica, e a partir de um homem e uma mulher visando sua completude (Gênesis 2:24), e ordenou-lhes: “Frutificai e multiplicai-vos” (Gênesis 1:28), coisa que só é possível numa relação heterossexual.

A família, como criada por Deus, é Sua obra-prima, outros inventos são obras falsificadas e imperfeitas.