terça-feira, 15 de agosto de 2017

“CORAÇÃO DE ADORADOR”

adorador


Pr. Cleber Montes Moreira
“Este povo se aproxima de mim com a sua boca e me honra com os seus lábios, mas o seu coração está longe de mim” (Mateus 15:8).

Há uma música intitulada “Coração de Adorador”. Provocado por seu título, pergunto: Como é o “coração de adorador”?
Jesus, várias vezes, fez críticas duras aos fariseus e escribas.  Chamou-os de hipócritas, ou seja, meros representantes, atores que encenavam um papel sem relação com a vida real. Na aparência eram zelosos da Lei, mas a interpretavam segundo seus interesses, sem amor e sem compromisso com a verdade. Sua adoração era vã, pois ensinavam doutrinas e preceitos humanos (15:9). Um coração longe de Deus não pode ser um coração de adorador!  Jesus ensinou que “onde estiver o vosso tesouro, aí estará também o vosso coração” (Mateus 6:21); que ninguém pode tirar coisas boas de um coração mau: “O homem bom tira boas coisas do bom tesouro do seu coração, e o homem mau do mau tesouro tira coisas más” (Mateus 12:35).  E o Senhor sabe tudo a respeito de nosso coração, e que “do coração procedem os maus pensamentos, mortes, adultérios, fornicação, furtos, falsos testemunhos e blasfêmias” (Mateus 15:19).
Para estar na presença de Deus é preciso ter o coração purificado: “Bem-aventurados os limpos de coração, porque eles verão a Deus” (Mateus 5:8). Se o coração estiver sujo, preso ao mundo, movido por interesses pessoais, cheio de idolatria ou atraído por qualquer tipo de pecado, a adoração será mera formalidade, se constituirá em hipocrisia abominável diante do Todo Poderoso!
Seu coração está limpo e pronto para ser “um coração de adorador”? “Coração de adorador” é coração que glorifica a Deus, e isso vai além das reuniões cúlticas, de louvores e certas “ministrações”.  O verdadeiro adorador é aquele cujo culto é racional e a vida está sempre sendo oferecida como um sacrifício vivo, santo e agradável (Romanos 12:1-2); é aquele cujo coração está em Deus, para amá-lo sobre todas as coisas e servi-lo com todas as forças e interesse da alma.  Pense nisso!

domingo, 13 de agosto de 2017

NOSSO PAI ESTÁ SEMPRE PRESENTE

cruz


Pr. Cleber Montes Moreira


“E eu estarei sempre com vocês, até o fim dos tempos.” (Mateus 28:20 – NVI).

Aquela foi a primeira tentativa de Lucas. Antes ele havia treinado por muito tempo em sua bicicletinha com “rodinhas”, agora, sem elas, contava com a ajuda do pai. Ele o incentivava segurando, empurrando e aparando-o quando perdia o equilíbrio. Foram várias tentativas. Falhou uma, duas, três, quatro, e muitas outras vezes.  Ficou cansado, pensou que naquele dia não conseguiria, queria desistir, mas o pai não. Não importava quantas vezes Lucas falhasse, quantas vezes tivesse de ajudá-lo a equilibra-se, quantas vezes tivesse que tentar, ali estaria com a mesma disposição. Ele não desistiria!

Por que geralmente não agimos assim com as pessoas? Não temos tempo nem paciência, não suportamos quando falham, não pronunciamos uma palavra de conforto, de encorajamento, de perdão… não disponibilizamos uma nova oportunidade, uma chance para uma nova tentativa. 

Pessoas falham. Pedro falhou com Jesus. Ele fez uma promessa que não cumpriria, a de jamais abandonar o seu Mestre: “Ainda que todos te abandonem, eu nunca te abandonarei!… Mesmo que seja preciso que eu morra contigo, nunca te negarei...” (Mateus 26:33,35 – NVI).  Entretanto, após Jesus ser preso “Pedro o seguiu de longe” (v. 58). Quando indagado sobre seu relacionamento com  o Senhor “o negou diante de todos” (v.70). Mais adiante o negou outra vez, dizendo: “Não conheço esse homem!” (v. 72). E, por fim, quando seu sotaque o denunciou, “ele começou a se amaldiçoar e a jurar: ‘Não conheço esse homem!’ ” (v. 74).

Pedrou falhou. Os demais também falharam. Porém, o Salvador não desistiu de nenhum deles. Mais tarde os comissionou e os enviou ao mundo e fez-lhes esta promessa: “E eu estarei sempre com vocês, até o fim dos tempos” (Mateus 28:20 – NVI).

Quão maravilhoso é saber que Deus, por sua infinita graça e amor, não desiste de nós. Como Pai ele está sempre de mãos estendidas, pronto a nos ajudar, a nos levantar quando caímos, a nos ensinar a caminhar em retidão… Nosso Pai está sempre presente, Ele é o melhor Pai do mundo!

quarta-feira, 2 de agosto de 2017

EU ME ENVERGONHO...

Pr. Cleber Montes Moreira

“Procure apresentar-se a Deus aprovado, como obreiro que não tem do que se envergonhar, que maneja corretamente a palavra da verdade.” (2 Timóteo 2:15)

Paulo exorta a Timóteo para que se apresentasse perante Deus aprovado, como obreiro que não tem do que se envergonhar. Assim também deveria ser a vida de todo pastor: andar à vista de Deus, aprovado, exercendo o ministério com integridade, não tendo do que se envergonhar diante de Deus nem dos homens. Entretanto, há tantos que se tornam causa escândalos e pedras de tropeço. O pior é que muitos não sentem vergonha de seus atos, às vezes cometidos intencionalmente. Há pastores, e existem os lobos em pele de pastor.

*Há muitos que se envergonham quando erram e retomam o caminho, há os que não sentem vergonha alguma, e há os que nos causam vergonha...*

Eu me envergonho quando vejo pregadores cobrando altos cachês para pregarem em igrejas e em eventos;

Eu me envergonho dos pastores que agem como “animadores de auditório”, como humoristas, cativando atenção para si e não para Deus;

Eu me envergonho dos pastores que deixam de prover alimento para prover entretenimento para suas ovelhas;

Eu me envergonho dos pastores que se esquecem da Bíblia e capricham em citar frases e ensinos de certos personagens que não tem qualquer compromisso com a Verdade;

Eu me envergonho dos pastores que trocam a teologia bíblica pela sabedoria humana;

Eu me envergonho quando vejo pseudos pastores brigando em redes sociais e se atacando mutuamente;

Eu me envergonho quando vejo pastores praticando deliberadamente o proselitismo, pescando em aquários, investindo, desonestamente, sobre o rebanho que Deus confiou a outro;

Eu me envergonho quando certos líderes e pregadores pedem, sem qualquer pudor, dinheiro para proveito próprio com a desculpa de sustentar seus ministérios, para depois ostentarem mansões, carrões e até jatinhos;

Eu me envergonho de ver tantos obreiros banalizando o casamento, divorciando de suas esposas sem motivo justo e se envolvendo em outros relacionamentos (ou aventuras amorosas);

Eu me envergonho dos pregadores que usam a Bíblia a pretexto de suas más intenções, usando textos isolados e interpretando-os de forma interesseira;

Eu me envergonho dos pastores que não conhecem a Bíblia;

Eu me envergonho dos pastores que desprezam a oração e a vida devocional;

Eu me envergonho dos pastores que pregam o que não vivem;

Eu me envergonho dos pastores que pregam o liberalismo em suas igrejas, consentindo imoralidades e abrindo as portas para o mundo;

Eu me envergonho dos obreiros que em nome do “amor” se desviam da sã doutrina, como se o verdadeiro amor pudesse subjugar a verdade;

Eu me envergonho dos que pregam um “evangelho inclusivo”, a pretexto de consentirem que suas ovelhas vivam na prática de certos pecados, bem como de atrair pessoas sem visar sua transformação em Cristo;

Eu me envergonho de pastores que colocam certas ‘teologias’, movimentos e correntes acima da Bíblia, e  ‘cultuam’ certos personagens dando à eles ênfase exagerada;

Eu me envergonho dos pastores que não zelam por seus púlpitos, os entregando-os a qualquer um;

Eu me envergonho dos pastores que não zelam pela coerência da música em suas igrejas, permitindo que se cante de tudo, inclusive músicas com letras que contradizem a fé cristã;

Eu me envergonho dos pastores que fazem acordos e militam na política para dela se beneficiarem, muitas vezes transformando seus púlpitos em palanques;

Eu me envergonho dos pastores que não se dedicam ao pastoreio, mas que agem como tecnocratas eclesiásticos sendo, muitas vezes, excelentes administradores, mas péssimos e negligentes no cumprimento de sua verdadeira missão;

Eu me envergonho dos pastores que impõem suas mãos precipitadamente sobre candidatos despreparados, de convicções duvidosas, seja por amizade, “política de boa vizinhança” ou qualquer outro motivo, desprezando as exigências bíblicas para o ministério; 

Eu me envergonho dos pastores que aderem ao “politicamente correto” e desprezam o bíblico;

Eu me envergonho dos pastores que não exercem a disciplina sobre seu rebanho;

Eu me envergonho dos pastores que por covardia não ousam mexer com certas pessoas, ou famílias da igreja, quando estas necessitam de disciplina, na intenção de não “prejudicarem” seus ministérios;

Eu me envergonho dos pastores que abrem as portas para heresias;

Eu me envergonho dos pastores que glorificam a si mesmos, que alimentam a sua vaidade, ao invés de glorificar ao Senhor dos Senhores;

E você?

terça-feira, 1 de agosto de 2017

CRENTE OU CRISTÃO?

bible


Pr. Cleber Montes Moreira

“Também os demônios o creem, e estremecem.” (Tiago 2:19b)

Certa ocasião um pregador disse que “o diabo é o maior crente que existe”. Ele baseou sua afirmação no texto que diz: “Tu crês que há um só Deus; fazes bem. Também os demônios o creem, e estremecem” (Tiago 2:19). É verdade que o diabo e os demônios creem na existência de Deus; na autoridade, suficiência e exclusividade da Bíblia como Palavra divina dada como revelação aos homens; em Jesus como autor e consumador da salvação; na obra do Espírito Santo para convencimento dos pecadores; na existência do céu e do inferno; e em toda a verdade. Entretanto, esta crença é baseada no mero conhecimento e não na fé salvadora; não no relacionamento vivo com Deus.  

Afirmar a existência de Deus é fácil, uma vez que as provas são abundantes e suficientes. A história e o cumprimento das profecias corroboram os ensinos bíblicos sobre Jesus. A fidelidade da Bíblia, sua exatidão, também é confirmada pela história, arqueologia, ciência e pelo cumprimento de suas previsões. Não há como uma pessoa racional negar os fatos relacionados às Sagradas Escrituras. Uma pessoa em sã consciência não negaria a existência do céu nem do inferno.  Portanto, crer intelectualmente em Deus e em tudo o que se relaciona a Ele é razoável. Mas, uma coisa é certa:  o diabo pode ser crente, mas nunca cristão! Ele pode crer que Deus existe, mas jamais se relacionará com Ele. Pode acreditar na Bíblia, mas jamais se submeterá a seus ensinos. Pode saber que Cristo é Salvador, mas jamais será um salvo. Pode crer no céu, mas tem como destino o inferno. Igualmente são os que creem com base apenas no conhecimento intelectual. 

A fé verdadeira vai além dos fatos, ela produz relacionamento. Nicodemos conhecia os fatos, tinha instrução na Palavra, era um “crente”, religioso, mas não tinha o principal: a experiência do novo nascimento. Era crente, não cristão. Por isso ouviu do próprio Senhor: “Na verdade, na verdade te digo, que aquele que não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus” (João 3:3). O que é apenas crente é nascido da carne, o cristão do Espírito: “O que é nascido da carne é carne, e o que é nascido do Espírito é espírito” (João 3:6). O salvo é recriado, regenerado, pelo poder do Espírito, e introduzido na comunhão dos filhos de Deus, a igreja (Efésios 2:19).

A verdadeira fé não é baseada apenas em conhecimento, nem em rituais, mas na vivência com Deus. Por isso pergunto: Você é crente ou cristão? Pense nisso!

sábado, 29 de julho de 2017

OBEDIÊNCIA E EXCLUSIVIDADE

cruz


Pr. Cleber Montes Moreira

“Ouve, pois, ó Israel, e atenta em que os guardes...”; “Ouve, ó Israel; o Senhor nosso Deus é o único Senhor.”  (Deuteronômio 6:3 e 4.  Leia os versos de 1 a 15)


“Ouve, ó Israel” pode ser entendido hoje como “Ouve, ó Igreja”, “Ouve, ó família de Deus”, “Ouve, ó crente”. A Bíblia é para hoje, a mensagem é para nós. 

Há uma grande diferença entre os verbos “ouvir” e “escutar”. Segundo o Dicionário Online da Língua Portuguesa, “ouvir” significa “Entender, perceber os sons pelo sentido do ouvido, da audição”, enquanto “escutar” é “Ouvir com atenção; dar atenção a”. Desta maneira, ouvir está relacionado ao sentido da audição, enquanto que escutar é prestar atenção ao que se está ouvindo.

Quando tão somente ouvimos algo, sem dar a devida atenção, logo esquecemos e, indiretamente, estamos dizendo que o que foi dito não é importante para nós. Em contrapartida, quando escutamos algo, prestando atenção e meditando no que foi dito, gravamos na memória a mensagem. O sentido de “ouvir” no texto é, portanto, de “escutar”, de dar atenção, de compreender a mensagem, de guardar na mente e no coração, de entesourar, como algo precioso para influenciar nossa vida. Tem o mesmo valor que “Escondi a tua palavra no meu coração, para eu não pecar contra ti” (Salmos 119:11). Israel deveria escutar, guardar, reter os mandamentos na mente e no coração para que pudesse viver de forma agradável a Deus.  Nós precisamos fazer o mesmo.

As nações têm seus deuses, suas crenças, seus rituais, seus valores, mas “o Senhor nosso Deus é o único Senhor”. Compreender e acatar esta verdade é importante “para que te vá bem, e muito te multipliques na terra que mana leite e mel, como te prometeu o Senhor Deus de teus pais” (Deuteronômio 6:3 BKJA). Nenhum povo, nenhuma família, nem a igreja pode prosperar se não aceitar o fato de que Deus é o único Senhor, a quem devemos servir e adorar exclusivamente. A boa relação com o Pai começa com a aceitação desta verdade, do contrário não haverá relacionamento, mas inimizade. Por isso, é importante que tudo o que desagrada a Deus, tudo que possa ocupar o Seu lugar em nossas vidas, seja aniquilado. Sejam amuletos, objetos de cultos, crendices, afazeres, prazeres, pessoas etc.  Deus não divide sua glória com ninguém: “Eu sou o Senhor; este é o meu nome; a minha glória, pois, a outrem não darei, nem o meu louvor às imagens de escultura” (Isaías 42:8).

Então, este é o princípio de fé e conduta do povo de Deus: Obedecer aos Seus mandamentos, pois Ele é o único Deus, digno de nossa adoração! Ele exige obediência e exclusividade! Pense nisso!

sexta-feira, 28 de julho de 2017

DAR AS MÃOS PARA SALVAR

salvamento


Pr. Cleber Montes Moreira

“Porque nós somos cooperadores de Deus...” (1 Coríntios 3:9)


No dia 08 de julho de 2017, o que seria uma tragédia de terríveis proporções na  praia de Panama City, na Flórida, transformou-se numa demonstração do que a união de força entre as pessoas pode realizar. Nove banhistas, sendo seis da mesma família, que estavam por se afogar, foram salvos por uma corrente humana de 80 pessoas.

Aconteceu quando uma mãe, ao ouvir os gritos de socorro de seus dois filhos, entrou correndo na água, junto com o pai das crianças, um primo, a avó e outras três pessoas que foram ajudar. Ao chegarem ao lugar onde as crianças estavam, com 5 metros de profundidade, perceberam que não conseguiriam sair dali e começaram a gritar.

Rapidamente a corrente humana que se formou para salvar aquelas vidas conseguiu avançar cerca de 100 metros mar a dentro. A avó sofreu um enfarto e foi hospitalizada, mas o restante da família e as outras três pessoas foram salvas graças a união dos que deram as mãos para salvar.

Este episódio serve como exemplo do que ocorre quando pessoas se unem em torno de um objetivo. O mesmo acontece quando cristãos dão as mãos, somando esforços, para salvar os perdidos. As mãos que se unem, os pés dos que vão, os joelhos que se dobram, os lábios que proclamam, os corações que pulsam por missões, a liberalidade dos irmãos… tudo isso são ações necessárias e eficazes para salvar pessoas sem Cristo, que se afogam no mar da perdição. Que tal darmos as mãos e, como instrumentos de Deus, formarmos uma corrente para resgatarmos os que perecem? Nós somos aqueles que Deus quer usar!

salvamento